Valhalla – História do local almejado pelos guerreiros vikings

A mitologia nórdica teve sua origem nas tribos germânicas setentrionais, por isso, também é conhecida como mitologia germânica. Em suma, as lendas e histórias foram transmitidas através de poemas transcritos nos Eddas e em outros livros. Ademais, são caracterizadas como um conjunto de lendas de origem escandinavas, conhecidas como Vikings, datados de antes do surgimento do cristianismo, entre os séculos XIII e IX. Enfim, são lendas com deuses e deusas que juntos explicam a origem de toda a vida, assim, como Valhalla, que é para onde os guerreiros merecedores vão após sua morte.

De acordo com a mitologia nórdica, tudo começou com a árvore Yggdrasil, considerada a árvore da vida. Além disso, há dois grupos de deuses, os Aesir, associados ao caos e a guerra vivem em Asgard, e os Vanir, associados à natureza e a fertilidade vivem em Vanaheim. E Valhalla, que é um gigantesco salão majestoso em Asgard, governado por Odin, o deus nórdico mais poderoso. Segundo a lenda, Valhalla tem o teto coberto por escudos dourado, lanças usadas como vigas e grandes portões protegidos por lobos e águias.

Por fim, os guerreiros que vão para Valhalla passam o dia lutando entre si, para parefeiçoar suas técnicas, que serão usadas na grande batalha de Ragnarok. No entanto, nem todos os guerreiros que morrem são escolhidos por Odin para adentrar os grandes portões de Valhalla. Dessa forma, para os privilegiados, quando morrem são levados pelas Valquírias, já os outros, ou vão para Fólkvangr, um prado governado por Freya (deusa do amor). E para os menos afortunados, e destino é Hel, governado pela deusa da morte.

O que é Valhalla?

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De acordo com a mitologia nórdica, Valhalla significa Sala dos Mortos e está localizada em Asgard, também é chamada de Valhöll. Em suma, Valhalla é um palácio majestoso e gigantesco, com cerca de 540 portas tão grandes que, cabem cerca de oitocentos homens caminhando a par. Além disso, as paredes são formadas por espadas, o teto coberto de escudos dourados, no lugar de vigas estão lanças e os assentos são recobertos por armaduras. E seus enormes portões dourados são guardados por lobos enquanto águias sobrevoam a entrada e a árvore Glasir, com folhas vermelhas e douradas.

Ademais, é o local de morada dos deuses Aesir, habitado pelos Einherjar ou mortos heróicos, que são levados pelas Valquírias. Ou seja, os guerreiros mais nobres e destemidos mortos em batalha são escolhidos por Odin para serem levados até Valhalla. Onde aperfeiçoarão suas técnicas de batalha para lutarem no Ragnarok, o fim do mundo e sua ressurreição.

Valhalla – Conheça a história do local almejado pelos guerreiros vikings

Dessa forma, os Einherjar passam o dia aprimorando suas habilidades de batalhas, para isso, lutam entre si. Então, ao anoitecer, todos os ferimentos são curados e a saúde restaurada, assim como aqueles que são mortos durante o dia, voltam a vida. Por fim, um grande banquete é oferecido, onde eles se fartam com a carne do javali Saehrimmir, que volta a vida sempre que abatido. E como bebida, ele desfrutam do hidromel proveniente da cabra Heidrun. Portanto, os guerreiros que habitavam Valhalla, desfrutavam de um suprimento infinito de comida e bebida, onde são servidos pelas belas Valquírias.

Os merecedores de Valhalla

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Valhalla é o destino pós-morte desejado por todos os guerreiros vikings, no entanto, nem todos são dignos para viajarem até a Sala dos mortos. De acordo com a mitologia nórdica, apenas os escolhidos por Odin (Pai de todos), podiam ser levados até Valhalla pelas Valquírias. Pois, ser escolhido é a recompensa que o guerreiro recebe por sua intrepidez, valentia e coragem.

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Dessa forma, Odin escolhe os guerreiros que melhor servirá no dia da batalha final de Ragnarok, sendo que, predominante ele escolhe por guerreiros de elite, nobres e destemidos, especialmente heróis e governantes.

Enfim, ao chegarem aos portões de Valhalla, os guerreiros são recebidos por Bragi, o deus da poesia, que lhes oferecia uma taça de hidromel. Ademais, durante os banquetes, Bragi conta as histórias dos deuses, assim como a origem dos escaldos.

Os não escolhidos

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Para aqueles que não são escolhidos por Odin para viver em Valhalla, restam dois destinos após a morte. O primeiro é Fólkvangr, um belo prado governado pela deusa do amor, beleza e fertilidade, Freya. Ademais, dentro de Fólkvangr há um salão chamado Sessrúmnir, onde a deusa Freya recebe os guerreiros mortos em batalha.

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E para aqueles guerreiros menos sortudos, o destino é Hel, que de acordo com a mitologia nórdica, uma espécie de inferno governado pela deusa dos mortos, Hella. Enfim, é um mundo onde todos os espectros daqueles que morreram sem glória ficam amontoados todos juntos.

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Os guerreiros que vivem em Valhalla não ficarão lá para sempre. Pois, chegará o dia em que Heimdall, o guardião da Ponte Bifrost (um arco-íris que liga Asgard ao mundo dos homens) tocará a tromba Gjallarhorn, anunciando o Ragnarok.

Em suma, segundo a mitologia nórdica, no dia de Ragnarok, as portas de Valhalla se abrirão e todos os guerreiros vão sair para sua última batalha.  Então, ao lado dos deuses, lutarão contra as forças maléficas que vão destruir o mundo dos homens e dos deuses. E da grande batalha, apenas um casal de humanos consegue sobreviver, Lif e Lifthrasir, que ficaram escondidos na árvore da vida, Yggdrasil. Além de alguns deuses, que vão reconstruir o novo mundo.

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Fontes: Poltrona Nerd, Infopedia, Portal dos Mitos, Séries Online, Uol

Imagens: Manual dos Games, Renegade Tribune, Mitos e Lendas, Amino Apps

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