fbpx

‘Utopia dos ratos’: experimento previu a extinção da humanidade?

Uma previsão social?

(Fonte: Medicine on Screen/Reprodução)

(Fonte: Medicine on Screen/Reprodução)

Em 560 dias de experimento, por fim, os roedores perderam a capacidade de agir como ratos e ficou claro que a mudança seria permanente. Com uma taxa de mortalidade de 100%, Calhoun decretou que a colônia entrava na “fase de morte”, na qual o Universo 25 se encaminharia para a sua extinção.

A geração jovem de ratos cresceu em meio a um ambiente anormal, sem exemplos de como deveriam se comportar, sem molde de paternidade e maternidade, instrução para acasalamento e marcação de território. Portanto, eles apenas comiam, bebiam e se higienizavam. Nomeados “belos” pelo cientista, esses eram caracterizados por uma apatia social, perda de propósito de vida e reclusão, sendo os responsáveis por ocasionar a “primeira morte” da colônia — o fim do desejo de um futuro. A “segunda morte”, como observou Calhoun, aconteceu com a extinção total do Universo 25.

Publicada na edição de 1962 da Scientific American, a conclusão do cientista foi de que os ratos, assim como os humanos, só prosperam em um senso de identidade e propósito estabelecidos dentro do mundo em geral e que o estresse, ansiedade, tensão e instinto de sobrevivência tornam necessário o engajamento na sociedade. 

Ou seja, para Calhoun, quando todo o senso de necessidade é retirado da vida de um indivíduo, a vida deixa de ter propósito, uma vez que ela não é apenas apoiada em aspectos básicos – moradia, água, conforto e comida.

More in Fatos&Fatos.com