Tumor benigno: será que ele é mesmo inofensivo?

As palavras “tumor” e “câncer” costumam amedrontar as pessoas. Ninguém quer sair de uma consulta recebendo esse diagnóstico, não é mesmo? Contudo, esse medo pode ser vencido quando entendemos o significado desses termos. Na medicina, a palavra “tumor” é usada para ilustrar uma série de doenças, inclusive as causadas pelos “tumores benignos”.

Em primeiro lugar, precisamos esclarecer que “câncer” é um termo usado para designar mais de cem doenças. Essas doenças têm em comum o fato de surgirem do crescimento desordenado das células.

Também é importante entender que não se trata de uma doença nova. Cientistas já encontraram indícios dessa enfermidade em múmias. Aliás, a palavra “câncer” vem do grego “karkínos” e significa caranguejo. Ela foi era usada por Hipócrates, o pai da medicina.

O que mudou desde a antiguidade foram os tratamentos da doença, muito mais sofisticados hoje. Muitos cânceres têm chance de cura superior a 95%, quando descobertos em seus estágios iniciais.

O que é um tumor maligno e um benigno?

Um tumor nada mais é do que um aumento de volume em algum tecido do corpo. Sendo assim, nem todo tumor é um câncer. Para ser considerado um tumor maligno, esse crescimento precisa ter algumas características, como:

  • ser formado por células diferentes das células do tecido normal;
  • crescimento acelerado, desordenado;
  • infiltração em tecidos próximos, invadindo-os;
  • frequência de metástase, que é quando o câncer se espalha para outra região do corpo.

Já um tumor benigno tem outras características, embora também seja um exemplo de crescimento inadequado de células, como:

  • é formado por células semelhantes aos do tecido original;
  • cresce de forma controlada, lenta e em alguns casos se estabiliza;
  • tem sua massa delimitada e não invade tecidos próximos;
  • não faz metástase.

Tumor benigno: que tipos existem?

Sardas são exemplos de tumores benignos na pele. (Fonte: Pexels)Sardas são exemplos de tumores benignos na pele. (Fonte: Pexels)

Existem vários tipos de tumores benignos. Eles variam de acordo com o tecido que lhes deu origem. Por exemplo: um lipoma é um tumor benigno que tem origem nas células de gordura. Já um hemangioma surge nas células que formam os vasos sanguíneos.

Um exemplo muito comum de tumor benigno na pele são as sardas e as pintas. Sim, elas são alterações celulares, classificadas como tumores, que não representam nenhum risco imediato à sua saúde.

Os tumores benignos não são ruins?

(Fonte: Pexels)(Fonte: Pexels)

Você descobriu que tem um tumor benigno. Isso significa que ele não precisa de acompanhamento médico ou que não oferece riscos? A resposta é não. Alguns tumores benignos podem trazer dor ao paciente. Se for muito grande, pode trazer riscos à saúde. Em alguns casos, o tumor benigno traz problemas de autoestima à pessoa, quando ele é visível no rosto, por exemplo.

A maior parte dos tumores benignos pode ser removida por meio de cirurgias, algumas delas simples, com anestesia local. Isso dependerá do tamanho do tumor, da saúde do indivíduo e da avaliação médica, é claro. Alguns tumores benignos podem evoluir para malignos. Por isso, é importante fazer o acompanhamento médico.

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