Transtornos depressivos podem levar a alterações nas células imunes

No campo da neurociência, vêm sendo questionadas as alterações que os transtornos depressivos podem causar nas células imunes. Um tema pertinente nos dias de hoje, em que quadros depressivos estão muito presentes.

Os estudos mais recentes neste campo têm demonstrado que as pessoas que sofreram de transtorno depressivo (TDP), a ter o diagnóstico marcado pela persistência dos sintomas depressivos por mais de dois anos, apresentam aumento da deformabilidade celular em monócitos e neutrófilos (grupo de células do sistema imunológico que tem a função de defender o organismo de corpos estranhos, como vírus e bactérias).

É ainda importante mencionar que os eritrócitos (glóbulos vermelhos ou hemácias) e os linfócitos (glóbulos brancos) foram mais deformáveis no transtorno depressivo persistente presente, desta forma pode fazer-se a associação entre o TDP ao aumento da deformabilidade das células sanguíneas.

As minhas pesquisas neste campo têm por ponto de apoio inicial este estudo que foi aprovado pelo comitê de ética local da Dresden University of Technology. Desta forma, apoiado pelo Hospital Universitário Martin Dockweiler com quem celebrei recentemente parceria, elaborei um artigo cientifico que foi avaliado e aprovado pelo comité cientifico da revista COGNITIONS onde me aprofundo nas anormalidades fisiológicas mais consistentes e salientes na hiperatividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) e inflamação crônica de baixo grau associada a níveis elevados de cortisol e citocinas pró-inflamatórias, respectivamente.

Na realidade, este trabalho agora apresentado tinha como objetivo ser o mais detalhado possível na análise de como uma disfunção no cérebro afeta o sistema imunológico.

Este estudo pode ser lido de forma completa neste link.

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Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, colunista do Mega Curioso, é PhD em Neurociências; doutor e mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências; mestre em Psicologia; mestre em Psicanálise com formações em neuropsicologia, licenciado em Biologia e em História, tecnólogo em antropologia, pós-graduado em Programação Neurolinguística, Neurociência Aplicada à Aprendizagem, Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica, MBA, autorrealização, propósito e sentido, filósofo, jornalista, especializado em programação em Python, Inteligência Artificial e tem formação profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; membro ativo da Redilat — La Red de Investigadores Latinoamericanos; chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, cientista no Hospital Martin Dockweiler, professor e investigador cientista na Universidad Santander de México, diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience — maior sociedade de neurociências do mundo, nos Estados Unidos. Membro da FENS, Federação Europeia de Neurociências; membro da Mensa International, Intertel e Triple Nine Society (TNS), associação e sociedades de pessoas de alto QI, esta última TNS, a mais restrita do mundo; especialista em estudos sobre comportamento humano e inteligência com mais de 100 estudos publicados.

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