Teletransporte é possível na vida real?

Se você é do tipo de pessoa que acompanha muitos filmes de ficção científica, você provavelmente deve possuir certo interesse sobre o teletransporte. Afinal, foram franquias como Star Trek que impulsionaram a visão popular que temos hoje em dia sobre a possibilidade de teletransportarmos nossos corpos para outro lugar de maneira imediata.

Porém, até que ponto poderíamos migrar a ficção para o mundo real? Será que a humanidade alcançará o avanço científico necessário para tornar o teletransporte uma função real? Vamos entender um pouco mais sobre esse conceito e o que os pesquisadores pensam sobre o tema até agora. Preste bem atenção!

Visão científica do teletransporte

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Caso o teletransporte virasse uma realidade, existem apenas duas formas como os cientistas veem ele sendo possível: um corpo teria que ser fisicamente desconstruído em um lugar x e depois reconstituído de alguma forma em um lugar y, ou então o indivíduo teria que ser transformado em dados a serem transmitidos e depois reconvertido em matéria orgânica, por meio de algo parecido com uma máquina de fax — só que de matéria biológica.

Apesar de parecer extremamente complexo e improvável, há quem diga que esse conceito não é completamente impossível. Em 1993, um grupo de seis cientistas demonstrou que o teletransporte perfeito não é exatamente contra as leis da física. De acordo com o estudo publicado na Nature, o objeto original poderia ser escaneado e suas informações seriam usadas para construir uma réplica em outro lugar. 

Porém, essa réplica não necessariamente seria feita do mesmo material do original, mas talvez de átomos do mesmo tipo dispostos no mesmo padrão que o original. No passado recente, cientistas chineses e norte-americanos tentaram vários experimentos do tipo. Em 2017, a China conseguiu “teleportar” fótons para um satélite a 480 km de distância da Terra. 

Avanços científicos

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Um par de fótons é capaz de compartilhar simultaneamente o mesmo estado, mesmo quando separados por grandes distâncias. Quando uma dessas partículas é alterada, a outra também se altera sem nenhuma conexão detectável. Por esse motivo, cientistas têm aprendido a usar esse fenômeno para transferir informações entre as duas partículas emaranhadas. 

Foi assim que descobrimos que uma terceira partícula pode ser usada para emaranhar uma das originais e manipular o estado da partícula distante. Isso poderia ser usado, por exemplo, para criar uma “internet quântica” mais rápida, poderosa e livre de ataques cibernéticos. Porém, isso quer dizer que também estamos perto de teleportar humanos para outros espaços? De maneira alguma.

Ainda estamos trabalhando em como teletransportar fótons. Depois disso, ainda teríamos que descobrir como transportar átomos e depois moléculas. Considerando que o corpo humano possui cerca de 31,2 trilhões de células a mais do que existem de estrelas no universo conhecido, ainda precisaríamos de uma tecnologia extremamente evoluída para carregar tanta informação.

Quando falamos sobre viagem no tempo, teletransporte, multiversos e tantos outros conceitos vindos da ficção científica, ainda permanecemos extremamente teóricos quanto a esses assuntos. Mesmo assim, não custa sonhar!

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