Seu cachorro precisa sair sempre na coleira? Entenda a importância dela

Há alguns dias, um tweet viralizou trazendo várias recomendações para as pessoas que adotaram seu primeiro cachorrinho na pandemia. Entre outras coisas, o perfil falava sobre não adotar cachorros grandes se você for uma pessoa pequena, além de passear sempre com coleira ou focinheira, mesmo que seu pet pareça bonzinho e comportado — afinal, ele ainda é um animal e seu instinto pode se manifestar na hora mais imprópria.

A questão é que a moça do post disse, com todas as letras, que não é veterinária — o que não é um problema, afinal, ela posta o que quiser no perfil dela, né? Contudo, eu fiquei bem intrigado com as recomendações e resolvi tirar a prova com dois médicos veterinários, trazendo as respostas deles para vocês. Continue lendo!

1. Tamanho é documento?

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Meu vizinho, Fábio Nogueira, é veterinário e discorda da recomendação de adotar cachorros compatíveis com o tamanho do dono. “Sabemos que tamanho não é documento e o que importa mesmo é a personalidade do animal”, afirma ele. 

Fábio diz que o acompanhamento profissional é imprescindível para identificar a personalidade do animal e suas necessidades. Assim, é possível prevenir distúrbios comportamentais como a agressividade de desobediência. Para ele, esses são sinais de que alguma necessidade do animal não está sendo atendida. 

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2. Coleira é sempre bom…

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A questão da coleira é polêmica — porque muita gente tem certeza seu animal é super bem-educado e não tem problema sair sem ela. Para a veterinária Marina Reale, o uso do acessório diminui muito os riscos de acidentes, já que aumenta o controle do dono sobre o bicho. E nós somos animais racionais, ao contrário deles, né?

A opinião geral é que seu cão até pode ser bonzinho, mas ele também pode se assustar ou se irritar com alguma coisa que você não previa, colocando ele próprio e os outros em risco. Por isso, na dúvida, é melhor ir com a coleira. 

3. … Mas qual coleira?

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Para que a coleira não estrague o passeio, você precisa escolher o modelo certo. As tradicionais, que ficam no pescoço, não são nem um pouco indicadas para os cachorros menores. Isso porque, de acordo com Marina, elas podem causar um colapso de traqueia — e machucar feio seu pet. 

As mais indicadas, portanto, são as do tipo peitoral. Aí vem outro problema, que se relaciona com o primeiro da lista: o cachorro puxar demais o dono. O peitoral anti-puxão, no entanto, é um terceiro tipo de coleira que pode ser a solução para isso. Ele é quase como o outro — mas a guia fica na parte debaixo. Então, se o cachorro começar a puxar, seu corpo gira e ele fica de frente pro dono. Há ainda um quarto tipo, o “gentle leader”, que é menos comum e vai no rosto do bicho.

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4. E a focinheira?

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Essa é fácil de responder. Marina Reale diz que a focinheira não incomoda em nada o bichinho, nem atrapalha a diversão. Inclusive, é super recomendado usar o acessório — ainda mais nos primeiros contatos com um cão que você não conhece. 

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5. Quem é o alfa da matilha?

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Tanto Marina quanto Fábio falaram sobre o problema da “humanização” dos cachorros. Isto é, muitos donos se esquecem que eles são animais e precisam ser educados — o que ajuda a prevenir muitos dos problemas comportamentais.

É indispensável educar o animal, de preferência com a presença de um adestrador que use os reforços positivos — petiscos e carinhos, em vez de reforços negativos, como agressões. Com isso, o cão aprende desde cedo que deve obedecer seus comandos, curtir os passeios com a coleira, não atacar outros pets e pessoas, entre outros aspectos. 

Marina diz que “você pode mimar seu cachorro” sem esquecer que ele também deve ser educado. Além disso, não dá para esperar que ele entenda as relações e as reações humanas — é importante mostrar que o “cão alfa” da matilha é você, o dono, e não ele. 

6. Acidentes ainda podem acontecer…

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Para fechar a conversa, é importante ter em mente que o adestramento e a educação são importantes para diminuir riscos, mas que eles ainda existem. Marina conta que já atendeu, por exemplo, cachorros que se davam bem desde filhotes e começaram a brigar adultos. Nesse caso, é importante entender o que aconteceu e lidar com o problema com ajuda de um profissional adestrador. 

Nesse sentido, também é importante respeitar os limites do seu amigo — especialmente se ele foi resgatado da rua e você não sabe por tudo que ele passou. Se ele não gosta de pessoas, não force esse contato. Se ele fica bravo com outros cachorros, não force… e por aí vai. Caso você não tenha certeza, use sempre coleira e, se preciso, focinheira. 

O adestramento, como dito, diminui muito os riscos em todos os casos. Marina afirma, inclusive, que até mesmo os cães mais velhos e mais teimosos podem evoluir muito com bons adestradores. 

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