Retrofuturismo: a maneira de idealizar um futuro melhor e avançado

Os soviéticos estavam praticando o retrofuturismo quando colocaram cartas imaginando como seria o futuro em 2017, no que deveria ser o centenário da Revolução, e alguns historiadores abriram e compararam com a atual realidade.

A palavra “retrô” é derivada do latim “para trás” ou “em tempos passados”, também usada muito na modernidade para se referir a uma tendência ou estilo do passado que caiu em desuso, mas que ainda pode ser incorporado. Já “futurismo” mede a capacidade de visualização do futuro a partir do presente.

(Fonte: Pinterest/Reprodução)(Fonte: Pinterest/Reprodução)

No final das contas, a palavra retrofuturismo adquire um caráter meio paradoxal, visto que sugere uma visão passada sobre o futuro, um apegado à nostalgia e o outro ao progresso.

Não dá para saber exatamente quando o termo surgiu pela primeira vez. Enquanto alguns lugares apontam que um artista experimental chamado Lloyd John Dunn o tenha cunhado em tom de brincadeira para definir uma forma de arte contraditória, um anúncio da loja Bloomingdale’s no The New York Times de 1983, apresentando suas joias como retrofuturistas, é a única prova concreta até então.

Um futuro não muito distante

(Fonte: Eric Joyner/Reprodução)(Fonte: Eric Joyner/Reprodução)

O retrofuturismo começou pelos olhos de designers e criativos em 1950, encontrando o seu auge no final da década de 1970, impactando a moda, tecnologia, cultura, economia, a arte e servindo também como uma retrospecção social.

Para aqueles que deixaram a imaginação fluir e imaginaram carros voadores, armas de raio e um estilo de vida global belo e engenhoso, essa ideia ainda não se concretizou, mas pode ser que a humanidade esteja se aproximando disso.

Enquanto o século passado delirava com a possibilidade de cidades inteiras suspensas nas nuvens, a milhares de metros do chão, o retrofuturismo atual está dividido em diferentes subgêneros. 

(Fonte: Messy Nessy Chic/Reprodução)(Fonte: Messy Nessy Chic/Reprodução)

O cyberpunk, por exemplo, explora um futuro distópico permeado por uma vida com tecnologia extremamente avançada, mas cheio de miséria porque grandes corporações controlariam o mundo — uma versão real da animação Alita: Anjo de Combate. Já o steampunk enxerga retrocesso, uma sociedade em um cenário do século XIX, em que toda a tecnologia foi perdida pelo nosso presente.

Ainda que estradas intergalácticas — no estilo de Os Jetsons — e o transporte tubular estejam longe de serem possíveis, na tecnologia já fizemos carros autônomos e criamos robôs com várias funções domésticas.

Tudo isso pode ser considerado retrofuturista, o que só mostra que essa tendência tem um papel fundamental para mostrar o que o mundo poderia ter sido e não foi, mas que está prestes a ser. É apenas uma noção de onde estamos e para onde estamos indo.

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