Raio de 768 km quebra recorde mundial nos EUA

Recentemente, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou um novo recorde para o raio de maior comprimento já registrado. Segundo os dados levantados pela organização, o evento ocorreu em 29 de abril de 2020 nos EUA. O raio em questão rasgou os céus por 768 km passando pelos estados do Texas, Luisiana e Mississippi.

Complexo de tempestades que contém o mais longo flash único (raio) do mundo.(Fonte: Foto: NOAA/AP/OMM/Reprodução)Complexo de tempestades que contém o mais longo flash único (raio) do mundo. (Fonte: Foto: NOAA/AP/OMM/Reprodução)

Antes disso, o Brasil era detentor do título de maior raio já registrado. Em nosso caso, o relâmpago se estendeu por 709 km e aconteceu em 2018. Aproveitando a oportunidade, a OMM também divulgou qual foi o raio de maior duração: evento durou por 17,1 segundos, ligando o norte da Argentina ao Uruguai, em 2020.

A importância de acompanhar os raios

Após a divulgação desses novos recordes pela OMM surgiu a dúvida se eventos tão extremos teriam alguma relação direta com as mudanças climáticas. Sem dúvida, a possibilidade de obter dados detalhados, como a extensão e potência de um raio, se deve a nossa atual capacidade tecnológica para acompanhar eventos meteorológicos. No entanto, ainda não é possível saber com clareza se existe alguma relação.

(Fonte: Philippe Donn/ Pexels/ Reprodução)(Fonte: Philippe Donn/Pexels/Reprodução)

Além disso, algumas regiões são mais propícias a fenômenos de maior intensidade, como os megaraios. O Brasil, por exemplo, é o país com a maior incidência de relâmpagos do mundo. O Estado de Minas Gerais, por motivos ainda não explicados pela ciência, apresenta a maior quantidade de raios do País. Na América do Norte, os eventos mais significativos ocorrem nas Grandes Planícies.

Para a OMM, fazer o monitoramento desses megaraios é fundamental, até mesmo por questões de segurança, visto que muitas mortes são causadas por essas descargas elétricas todos os anos.

Em 1975, por exemplo, um único raio foi responsável pela morte de 21 pessoas no Zimbábue. O registro mais mortal de que se tem notícia aconteceu em 1994, na região de Dronka, no Egito. Neste caso, o raio matou 469 pessoas após atingir tanques de óleo, fazendo com que chamas se espalhassem por várias partes da cidade.

Como se proteger dos raios

Algumas ações simples e práticas são muito úteis para evitar ser atingido por um raio. Sendo assim, para evitar riscos:

  • evite permanecer em estruturas altas como torres de energias, topo de prédios e torres de linhas telefônicas;
  • abrigar-se em tendas, barracos e pequenas construções não é recomendado, já que essas estruturas oferecem pouca proteção;
  • evite ficar perto de postes e outras estruturas altas;
  • evite se aproximar de estruturas metálicas, linhas férreas e cercas de arame;
  • não busque abrigo embaixo de árvores;
  • não permaneça em áreas abertas como estacionamentos, quadras de esporte, praias e campos de futebol;
  • em tempos de tempestade e raios o ideal é não usar equipamentos conectados à rede elétrica, a exemplo de celulares e eletrodomésticos.

Por fim, caso alguém seja atingido por um raio de forma direta ou indireta, chame imediatamente os serviços médicos de emergência, como o SAMU ou ambulâncias.

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