Quando alcançaremos a imortalidade?

Se você pesquisar sobre o termo imortalidade no Google, é bem provável que encontre informações sobre a vida após a morte e as diversas visões sobre esse assunto de várias religiões. Mas não é sobre essa imortalidade que estamos falando: é sobre prolongar nossa permanência na Terra.

No último quarto de século, cientistas de vários países assumiram o objetivo de trabalhar para estender a vida humana em alguns séculos, milênios e até para sempre.

Quando seremos imortais?

Para alguns cientistas e empresas que investem nesse campo, talvez, a imortalidade relativa seja atingida ainda neste século. Nos últimos anos, uma das companhias que mais tem se destacado em pesquisas sobre a imortalidade humana é a Alcor Cryonics.

Para a empresa, um processo especial de congelamento seria a maneira mais eficiente de trazer alguém de volta a vida.

(Fonte: Shutterstock/ Reprodução)(Fonte: Shutterstock/ Reprodução)

Há alguns meses, a Alcor até divulgou um comunicado à imprensa afirmando ter descoberto uma fórmula que permitira conservar e ressuscitar cadáveres e até cérebros preservados em nitrogênio líquido após a morte. 

Sendo que, no caso dos cérebros, existe a ideia de colocá-los em corpos humanos saudáveis.

Claro, assim como tantas outras empresas que querem lucrar com o mercado da imortalidade, muita coisa permanece um mistério, especialmente no que diz respeito ao funcionamento das tecnologias usadas.

Para manter um corpo em proteção total a Alcor Cryonics cobra US$ 200 mil. Além disso, o cadáver ainda gera um gasto anual para sua manutenção. Quem quiser preservar apenas o cérebro pela empresa terá que desembolsar algo em torno de US$ 80 mil.

Imortalidade virtual

Para muitos cientistas, é bem possível que nos tornemos imortais de forma virtual antes de desenvolvermos algo que prolongue a nossa vida física indefinidamente ou que seja capaz de nos trazer de volta da morte. A ideia é manter a nossa essência (consciência) viva mesmo sem nossos corpos físicos reais. 

Se você assistiu Black Mirror provavelmente já viu um pouco sobre o que pretende o pesquisador de Inteligência Artificial e computação Hossein Rahnama que tenta usar agentes de softwares que sirvam como nossos herdeiros ou HDs digitais.

(Fonte: Shutterstock/ Reprodução)(Fonte: Shutterstock/ Reprodução)

O trabalho de Hossein se baseia nas pegadas digitais de uma pessoa. Assim, ele consegue criar um modelo digital de um indivíduo. O resultado pode ser “trazido à vida” como um assistente de voz ou chatbot, por exemplo.

De acordo com o pesquisador, a ideia é que uma pessoa possa existir no mesmo lugar em simultâneo. Isto é, seu eu real e o seu eu digital, que se manterá mesmo após sua morte física.

Os Laboratórios Hiroshi Ishiguro tem uma premissa parecida. Para tornar o ser humano imortal criaram um androide do tamanho do smartphone com a “presença” de uma pessoa. Assim, outras pessoas em uma sala poderiam sentir como se a pessoa real estivesse ali.

Embora esses projetos criem uma consciência virtual de alguém ainda vivo, eles são os mais próximos que temos de algo relacionado à virtualização de consciências. 

(Fonte: Shutterstock/ Reprodução)(Fonte: Shutterstock/ Reprodução)

Por isso, é bem provável que cheguem a um tipo imortalidade antes das companhias que tentam ressuscitar pessoas, afinal, nem todo morto estaria apto, pois trazer um corpo de volta a vida depende de uma série de fatores clínicos, como o estado cérebro e as próprias condições físicas do cadáver.

Ainda que atingíssemos a imortalidade criando alguma maneira de garantir que nossos corpos não sofressem com o passar do tempo e se mantivessem funcionais e saudáveis por milhares de anos, não seríamos imortais, afinal, não sobreviveríamos ao fim do universo.

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