Qual a relação entre hormônios sexuais e gordura localizada?

Dietas, atividades físicas, processos cirúrgicos… São muitas as possibilidades existentes para que as pessoas possam modelar seus corpos e consigam contornar os “pneus” ou as gorduras localizadas. Porém, o que poucos sabem é que essas soluções não trazem impacto para a natureza biológica do corpo, já que as tendências de armazenar lipídios nas coxas, barriga, nádegas, braços e outras regiões será mantida independente da intensidade do projeto. E isso ocorre pela existência de um profundo envolvimento entre estética corporal e hormônios sexuais.

Em homens e mulheres, os níveis de testosterona e estrogênio, respectivamente, revelam não apenas como a gordura será disposta em regiões específicas do corpo, mas também podem indicar de que forma o armazenamento de lipídios tem potencial para prejudicar ou beneficiar a saúde do indivíduo.

(Fonte: Getty Images/Reprodução)(Fonte: Getty Images/Reprodução)

Homens com baixos níveis de testosterona, por exemplo, têm maiores tendências a desenvolver problemas cardiovasculares e a presenciar alterações no metabolismo que se agravam com o envelhecimento, visto que a gordura visceral — a que envolve os órgãos — responde bem ao hormônio masculino.

Essa relação consiste em um sistema complexo que determina a condição sexual das pessoas desde a puberdade, quando os adolescentes se deparam com uma explosão hormonal em que as principais alterações definitivas dos seus corpos começam a acontecer. Ao mesmo tempo que homens engrossam a voz, crescem e ganham músculos, mulheres desenvolvem quadris e seios mais largos, passando a acumular quantidades de gorduras localizadas que se ajustam, via receptores, aos diferentes tipos de hormônios.

Pesquisadores acreditam que a gordura subcutânea — abaixo da pele — tem receptores de estrogênio, produzindo e armazenando os hormônios em maior escala à medida que os níveis de lipídios se acentuam. Com isso, mulheres com porcentagens pequenas de gordura corporal tendem a parar de menstruar e a ver alterações em seus ciclos.

Há como lutar contra a natureza?

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Terapias hormonais e medicamentos são, atualmente, técnicas que buscam contornar o acúmulo de gordura, alterando os predominantes e deslocando os lipídios para outras regiões, de acordo com as preferências dos usuários. Diferentemente de suplementos artificiais, que aumentam o risco de doenças cardíacas e têm tendência maior de gerar concentração de gordura na região abdominal, os tratamentos buscam retardar as mudanças bruscas na disposição do corpo, sendo importantes no auxílio aos sintomas da menopausa e outras condições, como ovários policísticos, síndrome de Turner e síndrome de Klinefelter.

Porém, não é necessário que exista uma anomalia genética, doença ou transição para que os níveis hormonais sejam alterados. Naturalmente, os corpos regulam a quantidade de testosterona e estrogênio no organismo, e ações de controle da gordura, se aplicadas dentro de uma normalidade, não afetam consideravelmente a saúde do indivíduo. Como as gorduras localizadas e as “zonas escolhidas” estarão sempre presentes na vida das pessoas, faz sentido pensar em cuidar da autoestima e do bem-estar, mas tendo ciência de que qualquer descontrole poderá ativar os “pneus”.

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