O que é a morte? Perspectivas filosófica, religiosa e científica

O que é a morte? Essa pergunta fascina filósofos, líderes religiosos e cientistas há milênios. Desse modo, uma das razões pelas quais a morte é tão assustadora é porque ela é uma grande incógnita.

Afinal, ninguém volta dos mortos para contar como é do outro lado. Mas com o advento da tecnologia e da medicina moderna, algumas pessoas que quase foram a óbito, ‘voltaram’ e viveram para contar a história. Portanto, se você deseja satisfazer sua curiosidade mórbida sobre esse fenômeno, continue lendo para saber mais.

O que é a morte?

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A morte teve muitos significados ao longo dos anos em muitas culturas. Como exemplo, os antigos egípcios acreditavam que a morte era apenas uma interrupção temporária da vida, e não o fim total dela, enquanto os gregos da Antiguidade acreditavam que a alma deixava o corpo durante a morte em um sopro repentino. Inclusive, até mesmo a definição médica de óbito mudou ao longo dos anos à medida que as técnicas médicas e as pesquisas evoluem.

De acordo com a medicina, em 1600, a morte ocorria quando alguém parava de respirar. Todavia, em 1952, um anestesista conseguiu ventilar mecanicamente uma vítima de poliomielite quando ela não conseguia mais respirar por conta própria. Então, em 1800, a morte era constatada no instante em que o coração de alguém parava de bater. Mas em 1892, a primeira ressuscitação cardiopulmonar foi realizada com sucesso, permitindo que um coração que havia parado fosse reiniciado.

Atualmente, a morte clínica pode ser descrita como a cessação irreversível de funções vitais à vida. Isso geralmente ocorre após a morte cerebral, ou dano irreversível ao cérebro que resulta na perda da respiração e outras funções autonômicas. Além disso, o óbito clínico é declarado após o fracasso de todas as tentativas de ressuscitar um paciente.

Quais são as principais causas de morte no mundo?

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Segundo a Organização Mundial da Saúde, as principais causas de morte são doenças isquêmicas do coração e acidente vascular cerebral, que foram responsáveis ​​por 15,2 milhões de óbitos em 2016. Na última década, essas duas doenças mantiveram sua posição como as duas principais causas de morte em todo o mundo.

Por outro lado, doença pulmonar obstrutiva crônica, Alzheimer e outras demências, câncer de pulmão e diabetes são as próximas quatro causas de morte. A única causa acidental entre as dez primeiras, são os acidentes de trânsitos, ocupando o sétimo lugar, tendo causado 1,4 milhão de mortes em 2016. Confira a lista completa das principais causas de óbito no mundo:

1ª) Cardiopatia isquêmica
2ª) Acidente vascular cerebral (AVC)
3ª) Doença pulmonar obstrutiva crônica
4ª) Infecções das vias respiratórias inferiores
5ª) Alzheimer e outras demências
6ª) Câncer de pulmão, traqueia e brônquios
7ª) Diabetes mellitus
8ª) Acidentes de trânsito
9ª) Doenças diarreicas
10ª) Tuberculose

Ademais, segundo pesquisa do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington, nos EUA, bem como dados apontados pelo estudo Global Burden of Disease, da Universidade Johns Hopkins, a COVID-19 caminha para se tornar uma das principais causas de morte no mundo.

Crenças históricas e religiosas sobre a vida após a morte

O que é a morte? Perspectivas filosófica, religiosa e científica
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A vida após a morte tem historicamente um papel importante nas culturas de todo o mundo. A mitologia grega e romana, por exemplo, descreveu o pós-morte como um submundo. Por outro lado, os vikings falaram sobre Valhalla, um paraíso. Além disso, a mitologia chinesa se refere ao inferno como Diyu, ou inferno ou um “campo de caça feliz”.

Mesmo antes da história registrada, as pessoas enterravam os mortos com alimentos, armas, objetos de valor e outros itens úteis. Os vivos aparentemente pensaram que os mortos precisariam dessas coisas após morrer, o que implica uma crença na vida após a morte que remonta há milênios.

Outros acreditam que a ciência aponta para a possibilidade de vida após a morte. O físico Stephen Hawking comparou a morte a um computador que para de funcionar quando quebra. Outros argumentam que a primeira lei da termodinâmica, que afirma que a energia e a matéria não podem ser criadas ou destruídas, significa que a vida não pode terminar com a morte.

Perspectiva religiosa

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Existem muitas religiões diferentes com crenças distintas sobre a vida após a morte. Embora as especificidades sejam diferentes, muitas religiões têm temas semelhantes, como reencarnação, céu, inferno, entre outros. Contudo, outros ensinamentos religiosos deixam mais aberto à interpretação, o que pode resultar em uma grande variedade de crenças entre os membros.

No Cristianismo, os fiéis acreditam que existe ‘a vida eterna’ e que Cristo não é apenas a chave para a vida e o amor nesta terra, ou seja, Ele é a chave para o que acontecerá no outro lado. Além disso, a Bíblia ensina que quando as pessoas morrem, suas almas vivem. As pessoas passarão a eternidade com Deus (comumente chamado de céu) ou separadas de Deus temporariamente (no purgatório), ou permanentemente (no inferno).

No Islamismo, os muçulmanos acreditam que as pessoas têm almas imortais. Após a morte, o destino da alma depende das boas e más ações da pessoa. Ademais, o Islã ensina que todos serão ressuscitados enfrentarão o julgamento final. Ou seja, pessoas fiéis e boas entrarão no paraíso e pessoas que são infiéis e perversas entrarão no inferno.

Existem diferentes crenças sobre a vida após a morte no Judaísmo. A Bíblia Hebraica fala sobre o “Sheol” e o Talmud descreve “o mundo vindouro”, embora não esteja claro o que exatamente são. Além disso, não há crença no inferno na religião judaica.

Se você achou este artigo interessante, clique e leia a seguir: Inferno – O que diz a religião e a filosofia sobre o local de dor e pecado

Fontes: Dra. Rosa Basto, BBC, Mega Curioso, Construir Notícias

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