Microscópio óptico: como vemos coisas tão pequenas com ele?

Também conhecido como microscópio de luz, o microscópio óptico é o tipo mais usado nos mais diversos ramos da ciência, permitindo a observação de objetos minúsculos, ampliando as imagens em até 1.000 vezes. Seu funcionamento é bem simples: a ampliação é realizada por meio de um conjunto de lentes feitas de vidro ou cristal e uma fonte de luz.

Ele é um dos mais importantes para a identificação e compreensão de princípios gerais e características especiais em relação à estrutura das células, tecidos e microrganismos. Em suma, eles nos permitem ver e estudar coisas que seriam impossíveis a olho nu.

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A estrutura básica e o funcionamento

(Fonte: Oleg Bolochev/Pexels)(Fonte: Oleg Bolochev/Pexels)

Para que possamos ver algo aumentado, o microscópio óptico conta com uma lente objetiva e uma lente ocular, que estão colocadas nas extremidades opostas de um tubo, chamado “canhão”. Este, por sua vez, é formado de duas partes que podem ser estendidas ou encurtadas. Esse movimento de extensão e encurtamento é responsável pela aproximação ou afastamento do conjunto objetiva-ocular.

Na prática, o microscópio amplia um objeto em dois estágios. A luz do espelho é refletida através do objeto que desejamos visualizar na lente objetiva, que produz a primeira ampliação. A imagem produzida pela lente objetiva é ampliada novamente pela lente ocular, que funciona como uma lupa comum. Por meio da lente ocular conseguimos ver a imagem ampliada do objeto.

A história do microscópio

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Um dos primeiros relatos de lentes remete ao ano 721 a.C., chamadas de Lente de Layard. Eram objetos talhados, polidos e tinham propriedade de ampliação. Já as lupas foram descritas ao longo da história da humanidade em muitos povos. Mas o primeiro microscópio surgiu apenas em 1595, criado pelos holandeses Hans e Zacharias Jansen.

Ao inserirem várias lentes em um tubo, notaram que o objeto visto parecia estar ampliado, mas com resultado diferente do que uma lupa convencional apresentaria. Apesar da similaridade entre eles, quando nos referimos à sua invenção, estamos falando do “microscópio composto”.

O uso do aparelho só foi sistematizado a partir do século XVII, causando grande impacto na ciência, ainda que a imagem fosse borrada. Em 1827, Giovanni Amici criou as primeiras lentes acromáticas e, em 1840, as lentes de imersão, que possibilitaram imagens melhores.

O impacto da microscopia nas ciências

(Fonte: RODNAE Productions/Pexels)(Fonte: RODNAE Productions/Pexels)

As primeiras descobertas feitas com microscópios foram do inglês Robert Hooke e do holandês Anton Van Leeuwenhoek. Hooke produziu um livro com desenhos detalhados de suas descobertas em 1665 e foi o primeiro a usar o termo “célula”.

Já Leeuwenhoek produziu suas próprias lentes, com as quais, pela primeira vez, foi possível enxergar e documentar a presença de seres microscópicos. Em 1675, foi o primeiro a descrever bactérias, células vermelhas do sangue e a vida em uma gota de água.

Não haveria melhorias no equipamento até meados do século XIX, quando grandes avanços permitiram que ele fosse aprimorado. O surgimento de empresas como a alemã Zeiss foram fundamentais, fazendo com que microscópios se tornassem acessíveis a todos e, desta forma, a ciência avançasse.

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