Luas de Júpiter: quantas existem no maior planeta do Sistema Solar?

Além de ser o maior planeta do Sistema Solar, com uma massa cerca de 2,5 vezes a massa de todos os outros planetas do Sistema somados, Júpiter chama a atenção por uma grande presença de satélites naturais em sua órbita, visto que um total de 79 estão dispersos em seus entornos. Atualmente, o corpo celeste fica atrás apenas de Saturno como dono da maior quantidade de luas, embora descobertas recentes indiquem que mais segredos podem estar ocultos ao redor do gigante gasoso.

As primeiras luas de Júpiter foram descobertas em 1610 por Galileu Galilei (1564-1642), que contou com o apoio de um telescópio para acompanhar o movimento de quatro corpos estranhos que pairavam no espaço. Após noites de observação, o físico se inspirou em nomes da mitologia greco-romana para batizar as luas galileanas, chamando-as de Ganimedes, Calisto, Europa e Io, que mais tarde foram classificadas como os maiores satélites naturais do planeta.

(Fonte: NASA / Reprodução)(Fonte: NASA / Reprodução)

Acredita-se que a forte presença de luas pequenas e gigantes — Ganimedes, por exemplo, é apenas 2,4 vezes menor que a Terra — seja resultado de uma grande área de estabilidade gravitacional em torno de Júpiter. Além disso, o planeta possui o campo magnético mais poderoso do Sistema Solar, e qualquer coisa que ouse passar por suas proximidades é atraída como lua ou é desintegrada pelas marés gravitacionais.

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Primeiro passo para os estudos lunares

As descobertas de Galileu forneceram a base necessária para a compreensão das propriedades atmosféricas de Júpiter, já que foram capazes de determinar que as luas são os principais fornecedores da poeira que forma os anéis ao redor do planeta. Os estudos apontam que as luas galileanas ainda continuam atraindo o maior interesse da comunidade acadêmica, especialmente por apresentarem uma interação de destaque com períodos orbitais que variam de sete horas a quase três anos terrestres.

Atualmente, 53 luas de Júpiter possuem nomes, enquanto as outras 26 conhecidas estão aguardando classificação oficial. Além disso, outros sete grupos integram os satélites orbitais do planeta gasoso, sendo eles o Almateia, Temisto, Himalia, Carpo, Ananke, Carme e Pasife.

(Fonte: NASA/Reprodução)(Fonte: NASA/Reprodução)

E enquanto as luas primordiais de Júpiter chegam a ser maiores que os chamados “planetas anões” (Ceres, Makemake, Haumea, Eris e Plutão), outros corpos chamam a atenção por ir na contramão e serem minúsculos, se comparados com a maioria. É o caso de uma lua sem nome descoberta em 2017 pelo astrônomo Scott S. Sheppard, que leva 1,5 ano para orbitar o planeta e possui menos de 1 km de diâmetro, mais de 5 mil vezes menor que Ganimedes.

A próxima grande missão para explorar as luas de Júpiter é o Europa Clipper da NASA, prevista para ocorrer em 10 de outubro de 2024 e planejada para realizar um reconhecimento detalhado de Europa, a fim de verificar se o satélite natural possui uma “zona habitável” e armazena o dobro de quantidade de água existente na Terra.

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