Lixo lunar: expedições deixaram cerca de 180 toneladas de entulho

Desde que os Estados Unidos e a União Soviética deram início à derradeira Corrida Espacial, no final de 1957, mas o passar dos anos e o avanço tecnológico trouxeram um problema para o planeta: o lixo espacial.

Segundo dados da NASA, estima-se que existam mais de 27 mil detritos orbitando a Terra, como foi capturado pelos sensores globais da Rede de Vigilância Espacial (SSN) do Departamento de Defesa. No entanto, existem outros fragmentos, provavelmente pequenos demais para serem rastreados, que oferecem grande perigo para uma espaçonave viajando em uma velocidade muito alta.

(Fonte: DW/Reprodução)(Fonte: DW/Reprodução)

Existem cerca de 2 mil satélites ativos na órbita terrestre no momento, e também 3 mil mortos no espaço, que com os demais podem ficar circulando o planeta por centenas ou milhares de anos.

Por enquanto o lixo espacial não representa um grande risco para os veículos de exploração, ainda que exista uma possibilidade. Por outro lado, o perigo é maior para os demais satélites em órbita, que precisam se mover através dessa população de cadáveres para que não sejam atingidos, danificados ou destruídos.

O outro problema                  

(Fonte: Orlando Sentinel/Reprodução)(Fonte: Orlando Sentinel/Reprodução)

Todo esse lixo orbitando o planeta é apenas o reflexo de um problema que começou no século passado quando as expedições à Lua começaram a deixar para trás uma quantidade imensa de lixo lunar — do qual poucas pessoas falam a respeito, mas que precisa ser trazida à luz.

O solo do grande satélite natural da Terra está recheado por mais de 180 toneladas de lixo, incluindo toneladas de equipamentos robóticos de sondas lunares, bolas de golfe, kits de coleta de urina, orbitadores lunares e cinco rangers lunares.

(Fonte: WNYC Studios/Reprodução)(Fonte: WNYC Studios/Reprodução)

Em sua maioria, o entulho foi herança do Programa Apollo , que aconteceu entre 1969 e 1972, enquanto outra parte vem de missões não tripuladas de agências de exploração espacial da Rússia, Japão, Europa e entre outras.

Enquanto isso, a NASA não encara o que foi deixado para trás como lixo. Os cientistas da agência vêm o entulho como possíveis objetos de estudos sobre como seus materiais resistiram à radiação e ao vácuo do espaço ao longo dos anos.

(Fonte: Market Research Telecast/Reprodução)(Fonte: Market Research Telecast/Reprodução)

O refletor de alcance a laser deixando pela tripulação da Apollo 11, por exemplo, permitiu que daqui da Terra os pesquisadores pudessem medir a distância entre o planeta e a Lua, descobrindo o quanto o satélite tem se afastado do planeta — uma taxa de 3,8 centímetros por ano.

Fora isso, o lixo também pode servir como uma “descoberta arqueológica” quando futuros visitantes lunares pousarem no satélite e se depararem com os antigos locais por onde a expedição americana passou e deixou sua marca.

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