Lago Toplitz pode guardar toneladas de ouro roubado pelos nazistas

Além de uma política de assassinatos e todos os tipos de repressão possíveis, o regime nazista de Adolf Hitler também ficou conhecido pelo seu extenso legado em saques dos bens de suas vítimas, inclusive daquelas que estavam em campos de concentração, para acumular riqueza para financiar os mesmos esforços de guerra que estavam os matando.

Até hoje é difícil mensurar o quanto foi roubado de pessoas, inimigos e instituições, visto que os detalhes das transações se perderam ou foram incinerados antes do Terceiro Reich desabar de vez. Isso aconteceu principalmente nas lojas de ouro, em que todos os dados com relação ao armazenamento eram privados.

(Fonte: Looted Art/Reprodução)(Fonte: Looted Art/Reprodução)

Em 1939, as reservas da Alemanha estavam extremamente baixas devido à drenagem de ouro e divisas que inibiram o país da aquisição do material, com a maior parte do comércio dependendo do escambo da economia de comando. 

Mas os nazistas não podiam esgotar os meios para adquirir máquinas e peças estrangeiras, visto que sua economia e política eram focadas na militarização. Portanto, o roubo sistemático foi a única saída encontrada pelo Reich.

Drenando                                                      

(Fonte: UNILAD/Reprodução)(Fonte: UNILAD/Reprodução)

Estima-se que as reservas oficiais de ouro da Alemanha aumentaram em US$ 71 milhões, entre 1937 e 1939, só com o roubo de ativos da Áustria anexada, da Tchecoslováquia ocupada e da Danzig governada pelos nazistas.

Os números aumentaram durante a Segunda Guerra Mundial, com a Alemanha de Hitler roubando cerca de US$ 550 milhões em ouro dos governos estrangeiros, dos quais US$ 223 milhões eram da Bélgica e US$ 193 milhões da Holanda. Sem contar os demais bens roubados de empresas.

Mas onde tudo isso foi parar depois que desapareceu dos bancos europeus em 1945, após o fim da guerra?

A caça incessante

(Fonte: IDN Times/Reprodução)(Fonte: IDN Times/Reprodução)

Várias teorias da conspiração e histórias surgiram ao longo dos anos, incluindo a de que muito ouro poderia ter sido afundado pelos nazistas no Lago Toplitz, na Áustria, localizado nas Montanhas Mortas, a 60 km a sudeste de Salzburgo, um lugar inacessível e congelado durante 5 meses do ano.

O Toplitz fica a 72 metros acima do nível do mar, em um vale estreito coberto por uma floresta densa, cujo único meio de acesso é através de um trecho de terra. O lago ainda possui pouco mais de mil quilômetros de comprimento, podendo chegar a 91 metros de profundidade.

(Fonte: Pinterest/Reprodução)(Fonte: Pinterest/Reprodução)

O que sustentou a ideia de que todos os tipos de riquezas poderiam estar no fundo do lago, é a água ser muito salgada e quase não conter oxigênio a partir de 18 metros de profundidade, espantando todos os tipos de formas de vida marinha nas profundezas — e também preservando tudo o que passe desse nível por não apodrecer e nem se decompor.

A morte dos alpinistas Helmut Mayer e Ludwig Pichler, em fevereiro de 1946, desencadeou todos os tipos de suspeitas de que havia um tesouro nazista afundado no lago. Investigadores descobriram que os homens foram assassinados e trabalharam anteriormente na estação de testes navais no lago. E testemunhas relataram que viram um comboio de caminhões guardados por tropas da SS chegando por lá no início de 1945.

Um eterno mistério

(Fonte: HIstory/Reprodução)(Fonte: HIstory/Reprodução)

Desde 1947, equipes de mergulhadores, em sua maioria da Marinha dos Estados Unidos, tentam encontrar qualquer coisa no lago, porém são constantemente impedidos pelas condições difíceis e perigosas.

Ao longo dos anos, várias pessoas encontraram o próprio fim nas águas escuras e gélidas do lago enquanto tentavam procurar o ouro nazista. A situação piorou ainda mais em 1963, quando membros de uma expedição de mergulho austríaca afirmaram terem encontrado os destroços de um avião militar alemão no local.

Em 2005, a Bundesforste AG, empresa estatal austríaca que controla o lago, chegou a anunciar que assinou um acordo de 3 anos com a Global Explorations, uma empresa americana fundada pelo caçador de tesouros Norman Scott, mas nada mais foi dito desde então.

Enquanto isso, o Lago Toplitz permanece sendo um lugar proibido para qualquer um, e uma grande incógnita histórica. Ninguém faz ideia do dia que seus segredos serão desvendados.

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