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Jim Jones, o líder da seita que fez o maior suicídio em massa do mundo

Jim Jones foi o líder e fundador do Templo Popular, uma seita cristã socialista responsável pelo maior suicídio em massa da história. Além disso, o evento também era considerada a maior tragédia com civis americanos, até o 11 de setembro.

Construída em meio à Floresta Amazônica, a comunidade viu a morte de 918 pessoas, no dia 18 de novembro de 1978. Entre os mortos estavam vítimas de tiros, facadas e de envenenamento.

O líder do grupo também foi encontrado morto, com um tiro suicida na cabeça.

História de Jim Jones

Jim Jones - o líder da seita que fez o maior suicídio em massa do mundo
Biography

James Warren Jones, ou Jim Jones, nasceu em maio de 1931, em Indiana, Estados Unidos. Apesar de americano, tinha muito interesse por outras de personalidades como Joseph Stalin, Karl Marx, Mao Zedong, Mahatma Gandhi e Adolf Hitler.

Quando adulto, passou a atuar em lutas comunistas, mas também se envolveu com grupos que atuavam contra a segregação e discriminação racial no país. Em 1956, acabou fundando o Templo do Povo, mas não teve facilidade para encontrar discípulos.

Após as primeiras tentativas com o templo – incluindo o desejo de mudar a sede para Belo Horizonte, no Brasil – Jim Jones abriu sedes do templo em Los Angeles e São Francisco.

Fama e expansão

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History

A popularização de Jim Jones e do Templo do Povo o colocou nos holofotes do apoio público. Entre os apoiadores do líder da seita, por exemplo, estavam até mesmo a primeira-dama Rosalynn Carter. Em 1977, sua influência era tamanha que foi comparado a figuras históricas como Martin Luther King Jr., Angela Davis e Albert Einstein.

Na metade do mesmo ano, a sede do Templo do Povo foi transferida para o meio da Amazônia, na Guiana. A ideia era fundar uma utopia comunista na cidade de Jonestown.

Por outro lado, no mesmo período ex-integrantes da seita revelaram que o grupo estaria, na verdade, fugindo de acusações de crimes. Entre eles, estava uma grande lista com acusações de morte, perseguição, sequestro e abusos psicológicos e sexuais.

Apesar de ter começado sob o pretexto de seita cristã, Jim Jones já havia levado a própria megalomania ao ponto de se dizer a reencarnação simultânea de Jesus, Buda e Lênin.

Jonestown

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The Guardian

A comunidade de Jonestown foi construída dentro do espaço da Floresta Amazônica, sob autorização do presidente da Guiana, Forbes Humana. A princípio, o local recebeu o nome de Projeto Agrícola do Templo do Povo, mas ficou mais conhecido sob o apelido Jonestown.

As instalações da comunidade eram autossuficientes, incluindo um pavilhão central, uma escola e espaços de cultivo de hortas para o sustento próprio. O santuário era apresentado como um santuário cristão e paraíso socialistas para seus mais de 900 moradores.

No entanto, sobreviventes da seita relatam que Jim Jones mantinha um regime ditatorial e punia quem fugisse ou tentasse escapar. Além disso, as ideias do líder cada vez mais começavam a passar pela ideia de morte conjunta.

Investigação

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Britannica

Em mais de uma oportunidade, Jones e seus seguidores fizeram simulações de suicídio em massa, após beberem falsos venenos. O líder decidiu começar o plano depois que o governo dos EUA passou a investigar o culto por abusos de direitos humanos.

Durante a visita do congressista Leo Ryan ao local, vários membros decidiram abandonar o grupo, sendo que um deles estava, na verdade, tentando assassinar o político com uma faca. Logo após a confusão, um outro membro da seita que acompanhava o grupo começou a disparar com uma pistola, dentro de um dos dois aviões que partiriam do local.

O segundo avião foi cercado por guardas de Jones e o evento terminou com a morte do congressista e seus quatro acompanhantes.

Massacre de Jim Jones

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History

Antes do assassinato, o Templo do Povo negociava com a União Soviética para que pudesse migrar a sede. Após o assassinato do congressista americano, porém, Jim Jones acreditava que o grupo não seria mais aceito no país.

A solução encontrada, então, foi dar início ao plano de suicídio em massa. Em uma gravação recuperada pelo FBI, de minutos anteriores às mortes, Jones dizia que os EUA voltariam a invadir o local e torturariam todos os membros. Dessa maneira, a morte seria uma espécie de protesto pelas condições inumanas do mundo.

As crianças beberam o veneno antes dos adultos, que tinham tempo para serem levados para os terrenos da propriedade antes do composto fazer efeito. Membros que tentaram escapar do suicídio, foram perseguidos e mortos a tiros ou facadas. O líder Jim Jones não tomou o veneno, mas suicidou-se com um tiro na cabeça após o episódio.

Apesar disso, 35 pessoas conseguiram se esconder dos guardas e sobreviveram ao massacres.

Outras curiosidades sobre Jim Jones

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FBI

Viés político: apesar do envolvimento religioso da seita, Jones encarava o projeto como parte de preenchimento de uma agenda político. Isso porque queria promover mudanças a partir do marxismo de Lênin, utilizando a religião apenas como forma de controlar a seite à seu favor.

Fascínio por sexo: dentro da congregação, Jones tinha envolvimento sexual com vários membros, homens e mulheres. Frequentemente seus sermões envolviam temas de conotação sexual.

Adoração por ditadores: desde a infância, Jim Jones idolatrava líderes políticos e ditadores que ficaram conhecidos por violência e tortura. Além disso, gostava de temas sobre organizações criminosas e era filho de um alcóolatra filiado à Ku Klux Klan com uma mulher que dizia ter dado à luz o messias.

Passagem pelo Brasil: durante sua passagem pelo Brasil, Jones tentou instalar o Templo do Povo em Belo Horizonte e chegou a trabalhar em favelas do Rio de Janeiro. A dificuldade de encontrar discípulos e a perda de força do Templo nos EUA, entretanto, fez o líder voltar para casa.

Fontes: Aventuras na História, BBC, Aventuras na História

Imagens: History, Biography, KQED, History, Britannica, FBI, The Guardian

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