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Israel para por 2 minutos para homenagear vítimas do Holocausto

Nesta quinta-feira (8), os moradores de Israel pararam tudo o que estavam fazendo para homenagear os 6 milhões de judeus mortos pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial, que aconteceu entre 1939 e 1945. Foram dois minutos de silêncio em todo o país.

Como acontece anualmente nesta data, as sirenes antiaéreas tocaram às 10h (5h no horário de Brasília) no Dia da Recordação do Holocausto, ficando acionadas durante 120 segundos, período no qual os israelenses interromperam todas as atividades como forma de relembrar as vítimas do Holocausto.

As pessoas que andavam pelas ruas pararam a caminhada e permaneceram em silêncio aonde estavam, algumas se reunindo diante de prédios e estabelecimentos comerciais. Até mesmo quem estava na praia interrompeu suas atividades, assim como os estudantes de todas as faixas etárias nas escolas e universidades.

(Fonte: G1/Reprodução)(Fonte: G1/Reprodução)

Quem também prestou homenagens foram os motoristas, parando seus veículos assim que as sirenes tocaram. Muitos deles saíram dos carros e ônibus, ficando ao lado dos automóveis para rezar ou curvar a cabeça, em um ato simbólico de luto honrado todos os anos pela população israelita.

Mais homenagens

O ato de parar por dois minutos durante o Dia da Memória do Holocausto geralmente é acompanhado por vários eventos oficiais. E neste ano não foi diferente, começando pela cerimônia ocorrida no Museu do Holocausto de Jerusalém Yad Vashem, ontem (7), quando seis sobreviventes acenderam seis tochas.

Em discurso realizado no evento, o presidente de Israel Reuven Rivlin disse que a memória do Holocausto molda a identidade do povo judeu, colocando sobre todos os nascidos no país uma “tarefa infinita de recordação”. Ele também fez uma homenagem especial aos 900 sobreviventes do genocídio que morreram recentemente por causa da pandemia do novo coronavírus.

(Fonte: TVi24/Reprodução)(Fonte: TVi24/Reprodução)

Ainda na cerimônia, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu celebrou a rápida distribuição das vacinas contra covid-19 no país (mais da metade da população israelense já foi imunizada), que segundo ele permitiu reabrir aos visitantes as casas de repouso onde vivem muitos dos 180 mil sobreviventes do Holocausto.

Os eventos em homenagem às vítimas do assassinato em massa de judeus incluíram também a leitura dos nomes dos mortos no Parlamento e várias outras cerimônias em bases militares, escolas e gabinetes públicos.

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