História do rei Arthur: o nobre guerreiro existiu ou não?

De acordo com a história do rei Arthur, ele era um lendário líder britânico da cultura medieval da Idade Média. Em suma, o nobre guerreiro liderou a defesa da Grã-Bretanha contra os invasores saxões no final do século V e início do século VI. No entanto, sua existência ainda não foi comprovada. Embora alguns historiadores afirmem que ele existiu sim. Mas, provavelmente em outra época.

Mesmo que não haja provas históricas de sua existência, a história do rei Arthur inspirou inúmeros romances, filmes, musicais, games, entre outros. E continua viva em pleno século XXI. Afinal, quem nunca ouviu falar da lenda do rei Arthur com sua espada Excalibur e os bravos cavaleiros da Távola Redonda? Enfim, a história está situada na época que os bretões (celtas que aderiram os costumes romanos) dominavam a Grã-Bretanha.

Época que a Bretanha (atual norte da França e Reino Unido) estava sendo cristianizada. Por isso, há uma mistura de crenças pagãs, magia e celebrações cristãs nos relatos do Ciclo Arturiano. Por exemplo, existem referências a magos como Merlin, sacerdotisas como Morgana e igrejas, mosteiros e sacerdotes católicos.

Ademais, a Bretanha ficou sob o domínio de Roma por 500 anos. Durante esse período, a região se desenvolveu e ficou protegida contra invasões. Após Roma se retirar do território, os bretões se tornaram alvos de diversos ataques. Por exemplo, os anglos, jutos e saxões, povos de origem germânica. Portanto, se o herói Arthur existiu, provavelmente teria combatido em 517, na Batalha do Monte Badon.

Pois, foi nessa batalha que os bretões tiveram uma vitória significativa contra os invasores. Além disso, a lenda de Arthur remete ao mito da resistência e ao desejo de unificação. E a batalha em Badon é o único momento histórico comprovado em que isso de fato aconteceu.

A história do rei Arthur

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De acordo com a história do rei Arthur, ele era o filho primogênito de Uther Pendragon e da Duquesa Ingraine, casada com Garlois. Além de uma meia irmã chamada Morgana. Apesar de não haver provas da existência de Arthur, a existência de Pendragon foi comprovada. No entanto, os fatos narrados a seu respeito não foram comprovados.

Em suma, Uther Pendragon se apaixonou perdidamente por Ingraine. E, para conquistá-la, ele se aproveita da ausência de Garlois. Qndo ele estava no campo de batalha. Então, Uther pede a Merlim que modifique seu rosto para que fique parecido com Garlois. E como pagamento, o menino que nascesse dessa união seria educado pelo mago. Enfim, ao chegar ao castelo, Ingraine pensa que é seu marido retornando da batalha.

Mas, quando trazem o corpo de Garlois, Ingraine percebe que foi enganada. Porém, é tarde, dessa forma, no dia seguinte ela se casa com Pendragon. Dessa forma, nove meses depois, nasce Arthur. Ademais, como prometido, Arthur é levado para a corte de sir Ector. Onde seria criado por Merlim. Enquanto crescia, Arthur se torna escudeiro de Kay, filho de Ector.

História do rei Arthur: Nasce o rei

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Chegou o dia em que Kay se tornava um cavaleiro. Então, durante a demonstração de suas habilidades em uma floresta britânica, sua espada se parte. Como Arthur era seu escudeiro, foi logo buscar outra espada. No entanto, Arthur se depara com uma pedra grande com uma espada cravada nela. Além de uma inscrição:

“Qualquer um que extrair

esta espada desta pedra

será o rei da Inglaterra

por direito de nascimento”

Em seguida, Arthur tira a espada da pedra e a leva para Kay, que reconhece a espada e pede para que Arthur mostre onde ele a achou. Por fim, ao chegar até o local, ele introduz a espada novamente na pedra. Em seguida, retira novamente a espada com facilidade. Com isso, Arthur é reconhecido por todos como soberano, posteriormente se tornando rei. De acordo com a história do rei Arthur, ele participou de doze batalhas e em todas conduziu seu exército à vitória.

História do rei Arthur: A Távola Redonda

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Segundo a história do rei Arthur, ele foi introduzido nos antigos rituais pagãos, onde jurou proteger esses povos. Durante uma das festas pagãs, Arthur tem relações com sua meia-irmã Morgana, gerando um filho chamado Mordred. No entanto, alguns historiadores situam Mordred como sobrinho e não filho.

Posteriormente, com o propósito de reforçar suas alianças com os senhores feudais católicos, Arthur se casa com a princesa Guinevere. Em suma, Guinevere era bela e piedosa. Mas, acaba se apaixonando pelo melhor amigo de Arthur, o cavaleiro Lancelot.

Ademais, o rei Arthur forma a Távola Redonda em Camelot. Que era composta por doze cavaleiros. Homens de coração puro que viviam de acordo com os preceitos cristãos. Além disso, a palavra tavolo significa mesa em italiano. Quanto ao seu formato redondo, foi escolhido para mostrar que nenhum era mais importante que os demais. Dessa forma, a Távola Redonda era formada pelos seguintes cavaleiros:

  • Kay
  • Lancelot
  • Gaheris
  • Bedivere
  • Lamorak de Galis
  • Gawain
  • Galahad
  • Tristão
  • Gareth
  • Percival
  • Boors
  • Geraint

Certo dia, em uma das reuniões da Távola Redonda, os cavaleiros tiveram uma visão do santo Graal, cálice utilizado por Jesus na Última Ceia. Com isso, uma corrida para achar o cálice foi desencadeada, para saber quem encontraria o objeto. No entanto, apenas três deles conseguiu atingir o objetivo, Boors, Perceval e Galahad. Enfim, as histórias das buscas pelo cálice são contadas em Prosas de Lancelot, em relatos da época das Cruzadas. Cujo objetivo era estimular os cavaleiros a combater na Terra Santa.

História do rei Arthur: A Dama do Lago

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Na história do rei Arthur conta que ele morre após ser ferido mortalmente por Mordred durante a Batalha de Camelot. Durante o confronto, Arthur também mata Mordred. Dessa forma, ferido, Arthur é acolhido pelo seu escudeiro, Bevedere. Então, quando aguardava a barca que o levaria de volta a Avalon, Arthur pede ao seu escudeiro que o leve até a beira do lago. Ao chegar lá, ele joga sua espada Excalibur no lago, que pega pela Dama do Lago, que a leva para o fundo.

História do rei Arthur: verdade ou lenda

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Mesmo após anos e anos de pesquisas, os historiadores não conseguiram comprovar se o rei Arthur existiu de fato. Embora, há alguns que acreditam que ele existiu. Porém, não da mesma forma como ele é mostrado nas histórias do rei Arthur que vem sendo contadas a séculos.

Portanto, é certo afirmar que Arthur de Monte Badon seria completamente diferente daquele retratado nos livros e filmes. Pois os guerreiros da época eram extremamente violentos, armados com uma espada de ferro longa e outra curta e leve. Além de machados e escudos. Onde se tratava combates no chão, com lutas corporais rápidas e mortais.

Enfim, as fontes que tratam da vida do guerreiro rei, foram escritas mais de 500 anos após os acontecimentos narrados. O que dificulta distinguir a veracidade da história por falta de documentos para contrastar as informações.

De acordo com um pesquisador, existiu um Arthur, porém seu nome era Riothamus, versão latina para o título bretão Rigothamus, que significa ‘rei supremo’. Em suma, a evidência de sua existência foi uma carta do prefeito de Roma em 470. Inclusive, alguns relatos da época se referiam a ele como Arthur. Por isso, muitos acreditam que seja seu nome de batismo.

No entanto, se esse fosse o mesmo da história do rei Arthur, ele teria nascido antes, enquanto a Bretanha ainda estava sob o domínio romano. Além disso, não se sabe muito sobre Riothamus. Apenas que tinha recebido educação, falava latim e um pedido do imperador romano atendido por ele. Onde enviava um exército de 120 mil homens para ajudar na defesa de Roma contra os visigodos. Mesmo assim, não é suficiente para a imagem de um líder disposto a defender a Bretanha a qualquer preço, como a imagem de Arthur.

História do rei Arthur: Curiosidades

1- O surgimento da lenda

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A história do rei Arthur começou a partir das crônicas ‘Histórias dos Reis da Bretanha’, de Geoffrey de Monmouth, em 1138. Pois, nessas crônicas, Arthur aparecia como um dos reis na linha de líderes britânicos. Dessa forma, mesmo não se tratando de uma fonte histórica, a lenda se popularizou.

2 – Contexto da época do rei Arthur

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De acordo com a história do rei Arthur, na época em que viveu, a Grã-Bretanha era dividida por costumes diferentes. Por exemplo, cristão versus wiccas, bretões versus saxões, etc. Dessa forma, era bastante comum acontecer guerras civis. Por isso, era útil criar figuras lendárias. Como Merlin, o feiticeiro mais poderoso do mundo. Além, de missões importantes como encontrar o Santo Graal, objeto ligado ao Cristianismo.

3 – As batalhas verdadeiras do Rei Arthur

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Como mencionado, não há fatos que comprovem que a história do rei Arthur é real. E muito menos a Távola Redonda e seus cavaleiros. Entretanto, historiadores encontraram evidências de duas das doze batalhas vencidas pelo nobre guerreiro. Assim como um anfiteatro com evidências de batalhas na cidade de Chester, na Inglaterra.

4 – Camelot realmente existiu?

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Segundo a história do rei Arthur, Camelot era uma cidade ou reino onde estava o castelo mítico em que Arthur se reunia com seus cavaleiros. Onde vivia com sua esposa, a princesa Guinevere. Dessa forma, há algumas teorias de onde poderia ser Camelot. Um deles seria em West Yorkshire, Reino Unido. Outro lugar seria em um vilarejo de Tintagel, na região da Cornualha, Reino Unido. Onde arqueólogos encontraram resquícios de um grande palácio datado do século V ou VI.

5 – A lenda de Excalibur

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Uma das passagens mais famosas da história do rei Arthur é a retirada da espada Excalibur de uma pedra. Ademais, essa parte da história surgiu com as crônicas de Geoffrey of Monmouth. Em que relatava uma espada mágica galesa chamada Caliburnus, que já era comum em outros mitos celtas. No entanto, não há nenhuma evidência de que a famosa espada mitológica tenha existido.

6 – A verdadeira Avalon

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Na história do rei Arthur, ele é traído por um de seus cavaleiros, Mordred. Sendo gravemente ferido em batalha. Então, Arthur foi levado até a ilha de Avalon, onde foi recebido pela fada Morgana. Que o colocou em descanso permanente para se recuperar.

No entanto, aparentemente um túmulo teria sido descoberto pelos monges da Abadia de Glastonbury, em Somerset, na Inglaterra, em 1191. Ademais, os monges teriam encontrado os ossos de dois corpos no túmulo. Além de uma cruz antiga de chumbo. E nela, havia uma inscrição: “Aqui jaz enterrado o famoso rei Artur com Guinevere, sua segunda esposa, na Ilha de Avalon”.

Entretanto, em 1960, o arqueólogo e historiador Ralegh Radford foi até o tal lugar. Enfim, ele constatou que realmente estava remexido. Mas, não havia sinal dos ossos encontrados. E nem da cruz com a inscrição.

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Fontes: Aventuras na História, Toda Matéria, eBiografia

Imagens: Uol, Pipoca Moderna, Educa Mais, Amino Apps, Jovem Nerd

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