Guilherme I, o Conquistador: o rei que literalmente explodiu

O rei Guilherme I, o Conquistador, foi o primeiro rei normando da Inglaterra, governando de 25 de dezembro de 1066 a 9 de setembro de 1087. O descendente de invasores vikings enfrentou uma longa batalha para estabelecer seu poder 6 anos antes de ascender ao trono. Quando finalmente o fez, sua vida continuou sendo marcada por muitas guerras para consolidar seu poder e domínio sobre a Inglaterra e suas terras continentais.

Mas a alcunha de Conquistador atribuída ao seu nome era tão usada quanto a de Bastardo, por ser filho ilegítimo do rei Roberto I — e, mesmo assim, ter herdado seus títulos quando ele morreu.

Assim que Guilherme I ascendeu como duque da Normandia, a região ficou polvorosa por ter um rei bastardo no comando, portanto, as pessoas lideraram rebeliões em massa. Como resposta a isso, o rei revelou seu lado mais marcante e maníaco, respondendo com invasões, massacres e submissão dos cidadãos à pobreza.

O triste fim

Guilherme I, o Conquistador. (Fonte: Westminster Abbey Library)Guilherme I, o Conquistador. (Fonte: Westminster Abbey Library)

Mas não foi como viveu o motivo pelo qual Guilherme I ficou famoso, apesar de sua passagem emblemática pela história da Inglaterra, mas sim como morreu. Existem dois registros de como tudo aconteceu e, por falta de registros críveis, ambos se completam.

O primeiro dele está no Historia Ecclesiastica, escrito pelo monge beneditino e cronista Orderic Vitalis, que passou sua vida adulta no mosteiro de Saint-Evroult, na Normandia, em que conta que Guilherme I morreu pela gula. Enquanto outros relatos afirmam que ele ficou doente no campo de batalha, desmaiando pelo calor e pelo esforço da luta. No entanto, em ambos os casos, sua grande barriga teria sido o motivo.

(Fonte: Royal UK/Reprodução)(Fonte: Royal UK/Reprodução)

Como rei, Guilherme I teria se entregado aos prazeres de poder desfrutar de todos os alimentos que quisesse, como Luís XIV, permitindo que sua barriga atingisse um tamanho muito grande. Então, durante uma luta contra seu filho, em 1087, seu cavalo acabou empinando demais e a sela foi empurrada contra seu abdômen, perfurando seus intestinos.

O homem sofreu por 6 semanas, com todos os médicos da época tentando realizar algum tipo de cirurgia para salvá-lo, mas sem conseguir lidar com a excrescência de sua barriga. Portanto, Guilherme I acabou falecendo.

Sangue, tripas e podridão

(Fonte: Imgur/Reprodução)(Fonte: Imgur/Reprodução)

Uma vez que não havia harmonia em seu seio familiar, e Guilherme I havia atraído apenas interesseiros para o seu lado ao longo de sua vida, assim que ele fechou os olhos, todos que o serviram em vida simplesmente o abandonaram na morte.

Naquela época, os funerais eram planeados pelos entes queridos do falecido, e sem ninguém para fazer isso, o cadáver de Guilherme I permaneceu em um centro médico em Rouen, França, até que um viajante assumisse a tarefa por pura compaixão.

A essa altura, o cadáver já havia começado a se decompor, mas o desconhecido o embalsamou mesmo assim. A igreja onde o rei deveria ser enterrado ficava a 110 quilômetros de Rouen, e a maior parte do trajeto só podia ser percorrida por barco pelo Rio Sena, o que apenas serviu para potencializar o acúmulo de bactérias nos intestinos feridos de Guilherme I, infiltrando em sua cavidade corporal e o enchendo de gás pútrido.

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Para piorar a situação, um incêndio começou na cidade assim que o cadáver do rei chegou, e um homem contestou o enterro alegando que a igreja havia sido construída ilegalmente em seu terreno. Quando finalmente chegou a hora do enterro, com o calor residual do fogo combinado com as entranhas muito infladas de Guilherme I, deixando-o imenso de tão inchado, seu corpo não coube no buraco de sua sepultura.

Para que entrasse, os coveiros tiveram que espremê-lo na abertura, e a força foi tanta que o cadáver simplesmente estourou por inteiro. As pessoas que assistiam à cerimônia foram cobertas pelos restos pútridos do rei, em uma cena caótica de vômitos e desmaios.

O funeral foi concluído às pressas, e os restos do rei Guilherme I foram, literalmente, varridos para a cova feita. Para muitos, aquele foi o final que o rei merecia por sua perversidade em vida.

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