Granger Taylor: abdução alienígena ou mera coincidência?

Antes de desaparecer de maneira insólita naquele estranho 29 de novembro de 1980, Granger Taylor, cidadão de Duncan, Ilha Vancouver (Canadá), era conhecido por ter uma obsessão por alienígenas — como normalmente acontece nesses casos. E talvez seja por isso que poucas pessoas ao seu redor tenham demonstrado alguma surpresa ao ver extraterrestres referenciados como o motivo de sua partida repentina, especulando algum tipo de abdução inevitável após um encontro grave.

Em suas anotações, o homem de apenas 32 anos disse que faria uma viagem interestelar de 42 meses com extraterrestres. A disposição de Taylor era tão grande que ele havia usado sua alta capacidade mecânica, pela qual também era bem conhecido, para poder sair da Terra através de algum tipo de nave espacial.

No entanto, durante as investigações, a polícia e os familiares se viram confusos se Taylor realmente teve algum contato imediato, inventou sua partida por algum motivo ou foi apenas vítima de fenômenos da natureza.

Como começa

(Fonte: Vancouver Island Free Daily/Reprodução)(Fonte: Vancouver Island Free Daily/Reprodução)

Nascido em 7 de outubro de 1948, Taylor teve uma vida marcada por infortúnios e traumas desde muito cedo, quando seu pai se afogou em Horn Lake, perto da cabana da família. Após isso, ele se tornou uma criança ainda mais introvertida, o que o afastou de amigos e até dos filhos do seu padrasto Jim Taylor.

O hobby de Taylor era desbravar as coisas por conta própria e sozinho, tendo uma habilidade e gosto especial por desmontar objetos para ver como eles funcionavam. A dificuldade em se enturmar o fez largar a escola ainda no oitavo ano, tornando-se aprendiz de mecânico com seu vizinho, que lhe mostrou todo o conhecimento adquirido na área.

Aos 14 anos, Taylor se mostrou um verdadeiro prodígio ao montar uma oficina na garagem de sua casa, ensinando até mesmo as crianças da sua vizinhança tudo sobre mecânica e automóveis. Ele consertou e restaurou várias peças, como um avião monomotor Curtiss P-40 da Segunda Guerra Mundial.

Uma luz no céu

(Fonte: Britannica/Reprodução)(Fonte: Britannica/Reprodução)

Foi na véspera de Ano Novo de 1969 que tudo mudou. Por volta das 5h, a enfermeira Doreen Kendall do Hospital Distrital de Cowichan, em Duncan, testemunhou ter se deparado com um OVNI pela janela do quarto de um paciente, que a teria chamado após presenciar a aparição.

Frieda Wilson, companheira de plantão de Kendall, ficou mais para trás e enxergou apenas uma luz muito forte, não a nave. Elas buscaram outras testemunhas, que também viram o OVNI por tempo o suficiente até que ele desaparecesse em meio ao topo cerrado das árvores do bosque atrás do edifício.

Na manhã seguinte, relatos de avistamentos se espalharam pela cidade. Muitas pessoas alegaram terem visto uma movimentação estranha próximo à casa de Granger Taylor, que confessou que havia sido visitado por um alienígena.

Robert Keller, amigo dele, confessou em entrevista que Taylor se dizia cansado de projetos mecânicos convencionais e, depois que teve o suposto encontro com alienígenas, tudo havia mudado. Cresceu o interesse nele em construir a própria nave especial, portanto ele obteve sua licença de piloto e passou a estudar incansavelmente sobre propulsão, andando de carro por Duncan para coletar peças para seu projeto ambicioso.

Na tempestade

(Fonte: Ranker/Reprodução)(Fonte: Ranker/Reprodução)

Taylor falou aos amigos que os alienígenas se comunicavam com ele através de um mecanismo telepático, e que ele sonhava com o dia em que seria levado por eles para o espaço. Até aquele momento, os amigos encaravam tudo como uma fantasia ou obsessão do amigo, visto que a cidade inteira havia sido engolfada por uma aura de conspiração após aquela noite de Ano Novo.

Mas em meados de outubro de 1980, o que Taylor mencionou só faria sentido quase um mês mais tarde: ele disse que os alienígenas pretendiam chegar no dia em que a cidade fosse devastada pela pior tempestade de todos os tempos para não que não fossem vistos.

(Fonte: TV/Reprodução)(Fonte: TV/Reprodução)

Em 29 de novembro de 1980, Duncan foi atingida pelo que foi considerado a tempestade do século. Enquanto todos estavam em suas casas, apavorados com a chuva torrencial e raios que arrancaram árvores pela raiz, Taylor, calmamente, fez sua refeição no Bob’s Grill às 18h. Meia hora depois, ele deixou o restaurante e desapareceu para sempre.

No dia seguinte, sua mãe e padrasto encontraram um bilhete escrito por Taylor pregado na porta da casa, em que o homem confessava que havia partido em uma viagem de 42 meses a bordo de um OVNI. No verso do bilhete, ele desenhou um mapa à mão que levava às Montanhas Waterloo, onde teria sido o ponto de encontro.

Em seu testamento, Taylor removeu a palavra “morte” e insistiu em dizer que havia apenas “partido”, e que isso não significava morrer, apenas existir em outro local.

O que aconteceu

(Fonte: Times Colonist/Reprodução)(Fonte: Times Colonist/Reprodução)

Seis anos após a partida de Granger Taylor, em abril de 1986, trabalhadores florestais encontraram uma cratera de vários metros de largura perto de Mount Provost, fora de Duncan, onde foram detectados fragmentos de ossos humanos, roupas e pedaços de um veículo.

As autoridades não conseguiram coletar evidências suficientes para um teste de DNA, então simplesmente concluíram que aqueles eram os restos mortais de Granger Taylor, e que ele, provavelmente, teria morrido ao ser atingido por um raio devido à quantidade de dinamite que ele mantinha em sua caminhonete.

Muitos são céticos com relação a essa explicação, mas, por outro lado, pessoas como a mãe dele, realmente acreditam que Granger Taylor morreu do jeito que a polícia descreveu. De qualquer forma, a história prevalece na cidade, tão insólita quanto a maneira como tudo aconteceu.

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