Gin: qual a origem e a história desta bebida clássica?

Aceita um gin tônica? Esse drink, um dos mais clássicos da coquetelaria, voltou à moda. Isso ocorreu pela explosão de novas marcas e diferentes receitas de gin no mercado, impulsionadas pela versatilidade do produto.

Mas a história de sua criação e a forma como é feito ainda não são de conhecimento geral. Quer saber mais sobre essa bebida que é base de muitos dos mais icônicos drinks da coquetelaria? Acompanhe.

Da Holanda do século XVII para o mundo

(Fonte: Bar-Skills)(Fonte: Bar-Skills)

Nem Itália, nem Inglaterra — a Holanda é a origem dessa bebida. Criada no século XVII pelo médico Franciscus de le Boe, que misturou zimbro e frutas locais a um destilado de cereais para servir como diurético.

Pois o “medicamento” caiu nas graças de quem não estava doente, pois era saboroso, barato e leve. Durante a Guerra dos 30 Anos, os soldados ingleses conheceram a bebida e a levaram para a Inglaterra, onde o destilado fez fama e história.

Conhecido inicialmente como genever, holandês para zimbro, seu nome vem da variante italiana para o nome desta planta medicinal, ginepro. A Toscana, na Itália, é a principal região produtora do mundo.

Gin: um destilado de cereais com botânicos

(Fonte: Metrópoles)(Fonte: Metrópoles)

Há quem considere o gin, antes de sua finalização, um álcool puro. Isso porque ele é feito da destilação de cereais, como trigo, milho ou cevada. Parte dos sabores que sentimos na bebida vem dos ingredientes utilizados para lhe conferir características.

Eles são inseridos através de um processo de redestilação, em que se adiciona água e os demais elementos, chamados de “botânicos”. Podem ser ervas, sementes, flores, plantas ou qualquer outro tipo de especiaria. O líquido é inserido até que o nível de álcool e o equilíbrio de sabores cheguem ao desejado.

Para ser considerado gin o sabor predominante deve ser de zimbro. Ela é uma planta medicinal da espécie Juniperus communis, também conhecida como cedro, que produz frutos redondos, azulados ou negros, chamados de bagas de zimbro. É uma planta cujos frutos são ricos em óleos, flavonoides e vitamina C.

Regras para se definir a bebida

(Fonte: Nelson's Distillery)(Fonte: Nelson’s Distillery)

As definições globais para que a bebida possa ser considerada gin são rigorosas. Entre as regras, a bebida deve conter, ao menos, 37,5% de álcool puro no volume total de líquido — o famoso “ABV”.

Há debates na indústria de bebidas em torno da definição legal do gin. Os tradicionalistas defendem o método rígido de controle, já os “inovadores” da indústria pedem o relaxamento das exigências, acreditando que as bebidas devem seguir uma evolução natural.

Novas marcas têm surgido com um formato mais inovador e são essas as que levantam os questionamentos. Gin aromatizado, licores de gin e gin de abrunho não se enquadram em nenhuma categoria.

As categorias tradicionais de gin

(Fonte: Craft Gin Club)(Fonte: Craft Gin Club)

O mais sofisticado, um gin London Dry não é, necessariamente, produzido em Londres. O termo se refere a um aspecto do processo de destilação, que precisa atender à definição legal para ser enquadrado nesta categoria. O que diferencia um London Dry é que os botânicos que compõem seu aroma e sabor são inseridos durante a destilação e devem ser naturais.

Mais doce que o anterior e com sabor de zimbro menos proeminente, um Gin Plymouth dá ênfase ao uso de raiz de alcaçuz e raiz de lírio. O Plymouth do nome é porque a receita deste tipo de gin foi criada na cidade inglesa de Plymouth. Atualmente, apenas uma destilaria o produz.

Gênero mais doce de gin, o Old Tom é uma receita dos tempos em que os processos de purificação dos destilados ainda engatinhava. Como tinha menor qualidade comparado aos demais, os produtores adicionavam muito açúcar ou mel para disfarçar imperfeições. O estilo “renasceu” recentemente pelas mãos de bartenders encantados pelo sabor doce que ele agrega aos drinks clássicos.

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