Gato de Chesire, quem é? História, simbologia e realismo

Em primeiro lugar, o Gato de Chesire é o principal aliado de Alice na história “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carroll. Nesse sentido, costuma ser descrito como um gato falante que vive sorrindo. Porém, a principal característica sobre o personagem é que ele pode desaparecer à vontade.

Desse modo, o animal pode sumir completamente ou parcialmente de acordo com o que deseja. Além disso, é representado por um animal peludo e colorido, com tons brilhantes de roxo e azul. Por outro lado, há representações dele com uma aparência emagrecida, com ossos visíveis por meio do pelo acinzentado.

No geral, o Gato de Chesire tornou-se um personagem notório por sua aparência física e personalidade. Sendo assim, se apresenta como um companheiro misterioso que tende a fazer somente o que quer. Apesar disso, é aficionado pela protagonista Alice e a ajuda a se livrar de muitos problemas, ainda que use de dilemas para isso.

Gato de Chesire, quem é? História, simbologia e realismo do personagem
Fonte: Pinterest

Origem e história do Gato de Chesire

A princípio, o Gato de Chesire é apresentado como gato de estimação da Duquesa na história de Alice. Desse modo, sua primeira aparição acontece no capítulo seis da obra, quando a protagonista vê um Peixe-Lacaio entregar a um Sapo-Lacaio um convite para a sua dona.

Portanto, Alice observa essa operação e decide entrar na casa. Porém, encontra a cozinheira da Duquesa atirando pratos e frigideiras contra ela enquanto cozinha uma sopa. Contudo, o excesso de pimenta faz com que a Duquesa, seu bebê e a protagonista caíam numa crise de espirros.

Como consequência, ela saí correndo da casa pra livrar-se do incômodo. Eventualmente, ela reencontra o Gato de Chesire em um bosque. Porém, Alice o pergunta se existe um lugar nesse mundo onde não há gente maluca.

Apesar disso, o Gato argumenta que todos são loucos, incluindo eles dois. Desse modo, a orienta a encontrar o Chapeleiro Maluco ou a Lebre de Março para continuar sua jornada. Logo em seguida, desaparece lentamente deixando somente seu sorriso no ar.

Curiosamente, o Gato de Chesire também está associado à frase “sorrir como um gato de Chesire”, popular na história inglesa. Sobretudo, associa-se a autoria dessa expressão há diversas comunidades. Em especial, crê-se que ela surgiu em um condado da Inglaterra também chamado Chesire.

No geral, a expressão tem origem na abundância de quintas leiteiras. Sendo assim, os gatos ficam sorridentes diante da abundância de creme e de leite nas ruas. Além disso, estima-se que a região vendia um queijo cujo corte parecia muito com o sorriso do personagem.

Mais ainda, os alimentos tomavam formatos curiosos e desenhos próximos ao Gato de Chesire. Dessa forma, o mais correto na tradição era comer o sorriso por último para alcançar a felicidade do personagem.

Gato de Chesire, quem é? História, simbologia e realismo do personagem
Fonte: Pinterest

Simbologia e realismo

Primeiramente, o Gato de Chesire faz parte do imaginário fictício construído por meio da obra de Lewis Carroll. Ou seja, assim como outros personagens, ele também representa uma parte da natureza humana. Sendo assim, enquanto o Chapeleiro Maluco personifica a fantasia e os sonhos, o Gato é o próprio misticismo, o mistério.

Além disso, representa a mão invisível que orienta os heróis em suas jornadas. Sobretudo, seu papel na narrativa tem associação com os guias fantásticos, como o Mestre dos Magos de Caverna do Dragão, por exemplo. Apesar disso, sua característica afetuosa de sempre ajudar Alice o coloca como um ponto de apoio para a protagonista.

Por outro lado, o Gato de Chesire costuma ter frases misteriosas que impulsionam Alice em direção ao perigo. Contudo, os estudantes e pesquisadores da literatura interpretam essa característica como essencial para desenvolver a narrativa. Portanto, ele é também um catalisador da história, de certa forma.

Curiosamente, em 2014 confirmou-se a hipótese do Gato de Chesire quântico. Em resumo, essa teoria foi desenvolvida pelo físico Yakir Aharonov e inicialmente publicada por Jeff Tollaksen, em 2010. Basicamente, afirma que os fótons se comportam como o gato sorridente, porque percorrem dois caminhos diferentes para chegar em um ponto comum.

Desse modo, a mesma estrutura divide-se para ultrapassar um percurso, de modo que uma represente o Gato de Chesire e a outra seu sorriso. Portanto, na física quântica, um objeto pode ser espacialmente separado de uma de suas propriedades. Ou seja, o sorriso pode sim ser separado do gato.

E aí, gostou de conhecer mais sobre o Gato de Chesire? Então leia sobre Cidades medievais, quais são? 20 destinos preservados no mundo.

Fontes: Fandom | Techenet | Saense | Por | Tattoolandia 

Imagens: Pinterest

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