Ferritina alta: o que é, suas causas e o que fazer?

Como andam os seus exames? Bem, se você ainda não procurou um médico neste ano para fazer um check-up, deveria — e um dos motivos, entre muitos outros, é descobrir se você está com níveis altos de ferritina.

Essa macromolécula é uma proteína produzida pelo fígado que armazena ferro no nosso corpo. Uma única molécula de ferritina guarda cerca de 4500 átomos de ferro. Mas, por que nosso corpo precisa tanto de ferro?

A importância do ferro para o organismo

Hemoglobina. (Fonte: Freepik)Hemoglobina. (Fonte: Freepik)

O ferro é muito importante para que as hemoglobinas consigam levar oxigênio para todo organismo. Quando a pessoa tem baixa presença de ferro, ela sofre de anemia. Entre os tipos de ferro para consumo, destacamos o ferro 2, presente nas carnes, e o ferro 3, presente em vegetais, como o feijão.

O ferro 3 precisa de vitamina C para se transformar em ferro 2 e ser melhor absorvido. Uma dica é incluir saladas na hora de comer o seu arroz com feijão.

Níveis baixos de ferritina podem indicar pouco consumo de ferro. Se não há ferro sendo ingerido, não há razão para o corpo produzir ferritina para armazená-lo.

Ferritina alta pode indicar uma série de doenças

Se a falta de ferro é ruim, o excesso de ferritina também pode causar problemas. Contudo, o aumento dessa proteína não está associado ao consumo de ferro, mas ao surgimento de doenças inflamatórias e/ou infecciosas.

A ferritina reage a essas doenças — e isso pode ser observado em exames. Por exemplo: uma pessoa que contraiu covid-19 teria níveis elevados de ferritina durante o período em que lidasse com a infecção. Depois de curada, o esperado é que esses níveis se normalizem.

Por isso, nem sempre a ferritina alta em um exame significa um problema, pois ela pode ser só uma consequência de uma doença já identificada.

Quando a ferritina alta representa um risco?

Ferritina alta pode causar problemas no fígado. (Fonte: Pxhere)Ferritina alta pode causar problemas no fígado. (Fonte: Pxhere)

A ferritina se acumula em órgãos como coração, baço e fígado, e na medula óssea. O seu acúmulo elevado pode gerar problemas, como diabetes tipo 2, cirrose, gordura no fígado, artrite, palpitações cardíacas e outras doenças.

Além disso, a ferritina alta também pode acelerar o envelhecimento, pois contribui para o aumento dos radicais livres.

De cada 10 casos de ferritina alta, 9 não têm relação com aumento de consumo ou absorção de ferro pelo organismo.

O que é hemocromatose?

A hemocromatose é uma doença rara que faz com que o organismo absorva grandes quantidades de ferro. Esse acúmulo danifica os órgãos que estão servindo de depósito para o elemento.

Neste caso, os órgãos adoecem, surgindo enfermidades, como a cirrose (fígado), diabetes (pâncreas), arritmia (coração), deficiências hormonais, problemas nas articulações e hipogonadismo masculino (pode gerar disfunção erétil e outros problemas relacionados à ereção).

Como prevenir a ferritina alta?

A ferritina alta é um indicador de que algo não vai bem. Por isso, é importante fazer exames clínicos para identificar quando seus níveis estão elevados.

Os níveis normais variam de 200–300 ng/mL. Acima de 500 ng/mL, o médico pode decidir investigar o caso. Acima de 1000 ng/mL, mostra um cenário que pede acompanhamento mais atencioso.

O abuso de álcool e a obesidade podem contribuir para a elevação dos níveis de ferritina. Pacientes que estão em tratamento de câncer também podem ter níveis elevados. Procure orientação médica e faça exames regulares para não lidar com as consequências graves da ferritina alta.

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