Estrela de Oswald: o que é e como é usada no dia a dia?

O que a física e a química têm a ver com as tintas de cabelo? Tudo a ver, e a Estrela de Oswald é a prova disso. A famosa estrela de cores foi criada pelo químico e filósofo naturalizado alemão Wilhem Ostwald (no sobrenome dele, Ostwald com “T” mesmo!), que nasceu na Letônia, em 1853, e que chegou a ganhar o prêmio Nobel por sua contribuição à ciência.

A Estrela de Oswald é um modo de representação das cores que, embora não seja a mais popular, ainda é bastante usada em algumas áreas, como a colorimetria capilar, área que estuda a criação de cores para tintas de cabelo. Por isso, não se espante se você enxergar a Estrela de Oswald exposta na bancada do seu cabeleireiro.

Como funciona a Estrela de Oswald

(Fonte: Espelho Hair)(Fonte: Espelho Hair)

Para explicar o funcionamento da Estrela de Oswald, é preciso primeiro falar um pouco sobre a Teoria das Cores. Na física, a cor é entendida basicamente pela forma como o olho humano percebe a luz refletida nos objetos. Por isso, as cores são uma propriedade da luz e não dos próprios objetos – e é por isso que diferentes pessoas e animais terão percepções distintas sobre elas.

O matemático, físico e astrônomo Isaac Newton foi a primeira pessoa a criar uma teoria científica sobre as cores. Ele dividiu o espetro visível em sete: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta.

Inicialmente, Wilhem Ostwald também começou estudando a cor como um fenômeno físico-químico, e compôs uma estrela formada por cores primárias (amarelo, vermelho e azul) e outras secundárias, o verde, o laranja e o roxo, criadas por combinações das cores primárias. Com o avanço de seus estudos, Ostwald colocou duas variações cromáticas na estrela, que chama de semicromos. O “círculo” completo é composto por 24 tonalidades e é chamado Sistema de Cor Natural (Natural Color System, ou NCS).

Ostwald dividiu as cores quentes (como e vermelho) e as frias (como o azul) a partir do comprimento de onda de luz que as causa e pelos efeitos psicológicos que trazem as quem as vê. Quando esses semicromos são misturados, eles criam novos intervalos com comprimento de onda mais alta. Por outro lado, as cores que, dentro da estrela, estão colocadas uma em frente à outra, se neutralizam se forem misturadas.

A Estrela de Oswald na pintura dos cabelos

(Fonte: Marcos Santos)(Fonte: Marcos Santos)

Talvez uma das principais funções atuais na Estrela de Oswald esteja na análise da mistura de tintas pela colorimetria capilar. Os profissionais coloristas (que trabalham com a elaboração e aplicação de tintas de cabelo) usam a ideia de Wilhem Ostwald até hoje em seu dia a dia.

Isto porque a estrela de cores ajuda a entender as regras e os conceitos para a obtenção de diferentes tons – tanto para gerar as matizes desejadas, quanto para evitar a criação de tons indesejáveis.

Para isto, os coloristas analisam, a partir das cores primárias e secundárias, como se dá a composição das cores terciárias. Deste modo, sabem qual pigmento neutralizará o outro e qual a melhor forma para encontrar a matiz desejada pelas clientes.

Os princípios da Estrela de Oswald ainda são úteis em outros ramos do trabalho com beleza. Ela é empregada, por exemplo, na indústria de cosméticos. É por isso que se sabe que corretivos de pele em tom amarelo apagam manchas arroxeadas, os de tons verde e azul corrigem manchas vermelhas ou alaranjadas, os corretivos roxos apagam tons marrons, e assim por diante.

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