Epicuristas: no que acreditam as pessoas que seguem essa filosofia?

Nascido em 341 a.C., Epicuro foi um filósofo grego que baseou suas crenças nos conceitos do conforto e ética de vida. Nascido na ilha de Samos e filho de pais atenienses, ele determinou um pensamento inspirado na noção de felicidade, explorando as propostas da infinitude e do equilíbrio humano para dar razão a uma vida simples e sem qualquer tipo de excesso. 

Para fundar sua escola, Epicuro caracterizou sua filosofia a partir das ideias de atomismo, causalidades e santificação divina estranha aos acontecimentos no mundo. Em princípio, sua ética aplicada fugiu do estoicismo — harmonia com a natureza — e colocou o indivíduo como centro das principais reflexões, reduzindo a expressão humana com o princípio da utilidade e encontrando seu ponto máximo na amizade, espaço comum onde a vida deveria ser levada de forma tranquila.

Sistemático, Epicuro foi amplamente influenciado por Aristóteles, assumindo o essencial de suas doutrinas e buscando soluções para os problemas que eram colocados. Sua escola, posteriormente conhecida como O Jardim, foi instalada posteriormente em Atenas e possuía um ensino de caráter dogmático, educando os mais jovens a viver pelas virtudes e honrar as obrigações referentes ao princípio da amizade.

(Fonte: Getty Images / Reprodução)(Fonte: Getty Images / Reprodução)

Epicuro manteve pensamentos sobre prazer, desejos, estilo de vida e o caminho para alcançar a felicidade, considerando a tranquilidade, liberdade do medo e ausência da dor corporal entre os pilares básicos. Essa combinação de fatores permitiria, então, que as pessoas experimentassem a felicidade no mais alto nível, atravessando obstáculos como a ansiedade pelo futuro e a “mastigação” de memórias desagradáveis responsáveis por trazerem dor.

Segundo o filósofo, os desejos são divididos entre naturais e necessários — de impossível eliminação —, naturais e não necessários — coisas difíceis de satisfazer e “elimináveis” —, e desejos vazios — projetados apenas para agradar em níveis superficiais ou materiais. Saber separar cada um desses conceitos e tratá-los em estágios de importância ou relevância seria essencial para fundamentar uma essência individual através da simplicidade e do amor próprio, evitando a infelicidade e outras frustrações.

A cura da infelicidade na vida moderna

Epicuro ensina que Deus não é temível, a morte não é preocupante, as coisas boas da vida são de fácil aquisição e as coisas terríveis são suportáveis. Através desses conceitos, o autor esclarece que a felicidade plena pode ser evocada a qualquer hora, sendo capaz de superar as adversidades em estado de equilíbrio e através de técnicas de autoanálise, como a meditação.

(Fonte: Getty Images / Reprodução)(Fonte: Getty Images / Reprodução)

Os epicuristas acreditam que deve ser realizado um esforço para se viver de forma positiva, livrando consequências causadas pela expectativa e reformulando as crenças limitantes. Para isso, é importante agir de forma minimalista — viver com menos é viver em paz —, desapegar-se do dinheiro através da moderação, experiência e economia de planejamento, e reformulando pensamentos, já que a observação por outras óticas pode colaborar com um maior sentido nas tomadas de decisão e comportamento diante de encruzilhadas.

Focar em um ambiente positivo, praticar a gratidão e desacelerar o ritmo das coisas, considerando os princípios de felicidade humana e da própria sobrevivência, são meios importantes de se alcançar o equilíbrio e a graça plena, implementando estratégias importantes no desenvolvimento pessoal e em uma forma mais leve de se encarar as adversidades.

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