Entenda os impactos da cultura das redes sociais no seu cérebro

Você está concentrado fazendo algo, de repente chega uma notificação. Pronto, sua ansiedade está acionada para saber do que se trata. Perdeu a concentração. Semânticos que somos, essas ações tornam-se culturais e nosso cérebro se adapta à falta de concentração por esse e outros motivos, como o mau funcionamento da região frontal do cérebro relacionada à atenção. O cérebro demora para retomar a atenção. Quando tentamos fazer mais de uma tarefa ao mesmo tempo, a capacidade de filtro do cérebro reduz-se, prejudicando a memória. Temos muitas informações, mas não há foco, produtividade e memorização.

Há também a semântica do virtual, onde adaptamos o cérebro a uma cultura do abstrato, irreal, ilusório, fantasioso, que é o que as redes sociais propagam. Trazendo à tona o narcisismo, pela falta de controle e limites, que nos torna egoístas e incoerentes. O narcisismo faz parte do instinto reprodutivo para conquista, assim como libera neurotransmissores da recompensa e pode tornar-se crônico, alterando a anatomia do cérebro. A falta de percepção da morte e de freio pelos julgamentos concretos e por meio da interação social física eleva um “poder” imaginário mediante a esta semântica cultural.

Nosso cérebro é plástico, se adapta, mas como no exemplo do metaverso, onde a vida é virtual, sofreremos consequências, já que o instinto prevalece, é verdadeiro, a morte é um fator real, assim como os riscos dela são legítimos, resultando em uma não adaptação completa ao virtual e trazendo consequências desta “burla” ao nosso código genético e memória primitiva.

Por que as redes sociais e games em excesso nos deixam menos inteligentes?

Experiências que fazem você se sentir bem ativam o centro de recompensa do cérebro, que responde liberando dopamina. Essa liberação faz com que seu cérebro concentre mais sua atenção na experiência. Como resultado, você fica com uma forte lembrança do prazer que sentiu. Essa memória forte pode levá-lo a fazer um esforço para experimentá-lo novamente.

O centro de recompensa em seu cérebro libera dopamina em resposta a experiências prazerosas. Esta parte também está intimamente ligada à memória e à motivação. A dopamina contribui para a sua experiência de prazer, mas não tem muito a ver com a criação de sentimentos prazerosos. Os neurotransmissores que causam sentimentos de prazer ou euforia incluem serotonina, endorfina e ocitocina.

A sobrecarga no centro de recompensa causa a diminuição da liberação deste neurotransmissor e a redução de seus receptores. A ansiedade para maior produção deste neurotransmissor aciona a amígdala cerebral e, quando constante e intensa, tem uma hiperatividade, diminuindo o funcionamento do córtex pré-frontal, assim como causando encolhimento do hipocampo, esta última, a região que transforma as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo, ou permanentes.

Para entender mais profundamente a questão, acesse o artigo científico publicado sobre o assunto.

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Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, colunista do Mega Curioso, é PhD em Neurociências; doutor e mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências; mestre em Psicologia; mestre em Psicanálise com formações em neuropsicologia, licenciado em Biologia e em História, tecnólogo em antropologia, pós-graduado em Programação Neurolinguística, Neurociência Aplicada à Aprendizagem, Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica, MBA, autorrealização, propósito e sentido, filósofo, jornalista, especializado em programação em Python, Inteligência Artificial e tem formação profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Membro ativo da Redilat — La Red de Investigadores Latinoamericanos; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Cientista no Hospital Martin Dockweiler, Professor e investigador cientista na Universidad Santander de México, diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo, nos Estados Unidos. Membro da FENS, Federação Europeia de Neurociências; Membro da Mensa International, Intertel e Triple Nine Society (TNS), associação e sociedades de pessoas de alto QI, esta última TNS, a mais restrita do mundo; especialista em estudos sobre comportamento humano e inteligência com mais de 100 estudos publicados.

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