Crise de Ansiedade x Crise de Pânico: como diferenciá-las?

É comum que as pessoas usem os termos “crise de ansiedade” e “crise de pânico” como se fossem a mesma coisa, o que é algo bem compreensível. Afinal, esses transtornos compartilham alguns sintomas. Porém, na prática, cada um deles possui características próprias e precisam ser lidados de maneira única.

Por esse motivo, é importante estar atento para as particularidades de ambas as crises, incluindo suas definições, sintomas e tratamentos. Pensando nisso, nós montamos esse artigo para que você possa aprender um pouco mais sobre o tema e saber como lidar com o assunto caso ele atinja você ou alguém próximo.

Diferenças clínicas

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

A diferenciação entre uma crise de ansiedade e uma crise de pânico pode ser vista através do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5, em inglês). Conforme descrito no material, a diferença entre os dois costuma ser notada por meio da intensidade e do tempo de duração dos principais sintomas.

Em média, um ataque de pânico atinge o pico em questão de 10 minutos, enquanto uma crise de ansiedade vai escalando durante meses. Uma crise de pânico, ao contrário da ansiedade, costuma vir acompanhada de algumas outras sensações como:

  • Sensação de desapego do mundo (desrealização);
  • Desapego de si mesmo (despersonalização);
  • Medo de morrer ou de perder o controle.

Enquanto isso, o DSM-5 usa o termo “ansiedade” para descrever uma característica central de várias doenças identificadas sob os títulos de transtornos de ansiedade e transtornos relacionados a traumas e estressores. A ansiedade se distingue de um ataque de pânico porque inclui sintomas como apreensão e preocupação, mas sem o medo extremo e a sensação de distanciamento que ocorre no outro caso.

Principais sintomas

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Um ataque de pânico é um sentimento intenso e repentino de medo, terror ou desconforto acompanhado por vários outros sintomas mentais e físicos. De acordo com o DSM-5, um ataque de pânico é caracterizado por quatro ou mais dos seguintes sintomas, além daqueles já citados acima:

  • Dor no peito;
  • Arrepios;
  • Suor excessivo;
  • Sensação de asfixia;
  • Sentir-se tonto, instável, tonto ou desmaiar;
  • Palpitações cardíacas, batimentos cardíacos acelerados ou frequência cardíaca acelerada;
  • Ondas de calor;
  • Náusea ou desconforto abdominal;
  • Sensações de dormência ou formigamento (parestesias);
  • Tremedeira;
  • Sensações de falta de ar, dificuldade em respirar.

Em contraste, a ansiedade geralmente se intensifica ao longo de um período de tempo e está altamente correlacionada com a preocupação excessiva com algum perigo potencial — real ou criado. Caso esse indivíduo atinja um nível de estresse esmagador, ele pode acabar sofrendo uma “crise”. Os sintomas da ansiedade incluem:

  • Dificuldade de concentração;
  • Irritabilidade;
  • Inquietação;
  • Sono perturbado;
  • Tontura;
  • Fadiga;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Aumento da resposta de sobressalto;
  • Tensão muscular.

Diagnóstico e tratamento

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

A ansiedade é um transtorno psicológico bem comum e que afeta milhões de pessoas por ano ao redor do mundo. Para que uma crise de pânico ou um transtorno de ansiedade seja identificado, é essencial que o paciente marque uma consulta médica com um psicólogo e um psiquiatra para descrever os sintomas e ser avaliado por um profissional.

A partir desse momento, ele poderá iniciar um tratamento para sua situação. Algumas das opções de tratamento mais comuns incluem terapia, medicamentos prescritos e estratégias de autoajuda. Em diversos casos, inclusive, podem ser usados combinações desses métodos de trabalho para melhor atender o paciente.

More in Fatos&Fatos.com