Compulsão alimentar: o que é e quais os seus riscos?

A compulsão alimentar é um tipo de transtorno psicológico que afeta muitos brasileiros de maneira sorrateira. Segundo os dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4,7% dos brasileiros sofre com algum tipo de transtorno alimentar — número que sobe para 10% entre os adolescentes.

Ou seja, cerca de 10 milhões de brasileiros precisam lidar diariamente com um distúrbio alimentar, o que se tornou algo ainda mais complicado durante a época de isolamento social causada pela pandemia. Então, vamos entender um pouco mais sobre esse problema de saúde e como tratá-lo!

O que é a compulsão alimentar?

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A compulsão alimentar é um transtorno psicológico que pode ser desencadeado por crises de ansiedade, problemas hormonais ou dietas muito restritivas. Isso faz com que a pessoa sinta a necessidade de comer em grandes quantidades, em períodos reduzidos e, por vezes, escondida — tudo isso às vezes sem estar com fome.

Um indivíduo que sofre com compulsão alimentar pode observar ganho de peso e o desenvolvimento de outros transtornos psicológicos, como depressão e a bulimia. Embora pareça um problema simples, esse tipo de distúrbio alimentar exige acompanhamento profissional para adequar a rotina de alimentação do paciente.

Mesmo assim, esse é um problema de saúde que pode ser curado por meio do suporte psicológico e nutricional. O psicólogo pode encontrar o gatilho que desencadeou o transtorno e o nutricionista ajudará a manter uma dieta equilibrada e também a controlar os impulsos alimentares sem ter medo de engordar.

Principais sintomas da compulsão alimentar

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Um indivíduo que sofre com compulsão alimentar pode observar seu problema de saúde através de alguns sintomas. São eles:

  • Necessidade de comer sem que haja fome física;
  • Não deixar de se alimentar, mesmo após satisfeito;
  • Comer mais rápido do que o normal e sozinho, por vergonha da quantidade ingerida;
  • Comer em grandes quantidades e em pouco tempo;
  • Comer até sentir desconforto;
  • Se sentir deprimido, com vergonha e culpa após comer demais. Os episódios podem ocorrer ao menos uma vez por semana.

Caso o paciente perceba alguns desses sintomas listados acima, é importante consultar-se com um especialista para obter um diagnóstico e iniciar o acompanhamento. O tratamento desse quadro costuma envolver uma equipe multidisciplinar, pois eles poderão entender a causa do problema e trabalhar em conjunto na situação. 

Tratamento da compulsão alimentar

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Após o diagnóstico, a compulsão alimentar deve ser tratada em etapas. De acordo com a Supervisora de Nutrição e Dietética do São Cristóvão Saúde, Cintya Bassi, “primeiro vem a etapa educacional, quando o paciente vai aprender sobre a doença e suas consequências, tirar dúvidas e conhecer o que é alimentação saudável. A segunda fase é a experimental, quando o foco será a mudança de comportamento”, explica a especialista. 

Segundo a nutricionista, dietas para pessoas que sofrem de compulsão alimentar nem sempre serão baseadas em alimentos que aumentam a saciedade, mas sim em uma alimentação saudável e diversificada. Bassi garante que o exagero na compulsão não está relacionado à fome física, mas na necessidade de suprir uma demanda emocional. 

Portanto, o objetivo do tratamento não é regular o quanto o paciente come, mas criar uma relação saudável com a comida e a sua imagem corporal. Dessa forma, a pessoa poderá transformar sua vida de uma vez por todas.

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