Como são escolhidos os nomes dos dinossauros?

Que eles já se tornaram parte da cultura pop provavelmente ninguém duvida, mas nem isso tornou fácil entendermos como os dinossauros, essas figuras que dominaram a Terra muito antes do homem, ganharam seus nomes.

É difícil precisar quantas espécies existiram. Entre 1824 e 1990, foram catalogadas 336 categorias. De lá para cá, aproximadamente 50 novos dinossauros foram descobertos anualmente. Esse número mostra como a criatividade para criar nomes é bastante exigida.

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Por que “dinossauro”?

(Fonte: Ryo Tanaka/Unsplash)(Fonte: Ryo Tanaka/Unsplash)

No longínquo ano de 1841, Richard Owen sugeriu a palavra dinossauro para identificar os fósseis desses animais gigantes. Owen combinou duas palavras gregas: deinos, cujo significado é “terrível”, e saurus, que significa “lagarto”.

Agora, os dinossauros não são lagartos, como sabemos atualmente. Entretanto, como esse nome descrevia muito bem os primeiros fósseis encontrados há mais de 100 anos, não foi feita uma revisão com objetivo de modificar o termo para designá-los.

Quem dá nomes aos dinossauros?

(Fonte: iStock Photo)(Fonte: iStock Photo)

Alguns nomes são bastante familiares, como velocirraptor e tiranossauro rex. Já outros, além de desconhecidos, são curiosos, para dizer o mínimo. Você sabia que existe um Albertosaurus? Giraffatitan? E Maiasaura, você conhece?

A escolha do nome de um dinossauro é feita pela equipe responsável por encontrá-lo. Porém, antes de se tornar oficial, ele deve ser aprovado pela Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica (ICZN). É a atuação dessa comissão que impede a duplicidade dos nomes.

Para que os paleontólogos (cientistas especialistas no estudo de fósseis) possam batizar a descoberta, eles devem descrever a anatomia do animal, explicar as análises cladísticas (método que determina as relações evolutivas entre grupos de seres vivos) e a derivação do nome em uma revista acadêmica, de forma que o trabalho possa ser revisado por outros paleontólogos.

A lógica da escolha dos nomes

(Fonte: Michael Van Kerckhove/Unsplash)(Fonte: Michael Van Kerckhove/Unsplash)

O nome de todo dinossauro tem consigo alguma informação sobre ele. Primeiramente, ao serem nomeados, os cientistas têm por hábito o uso de palavras com raiz grega ou latina. Então, como qualquer organismo vivo, são classificados ou agrupados de acordo com as semelhanças que compartilham, indicando a ancestralidade.

O nome dos dinossauros tem duas partes: a primeira corresponde ao gênero, e a segunda se refere à espécie. É a mesma lógica dos humanos: somos Homo sapiens, mas do nosso gênero há outros, como o Homo erectus, por exemplo.

Alguns fatores podem influenciar a escolha do nome de “batismo” da espécie. Há alguns dinossauros que homenageiam pessoas, como o Diplodocus Carneggi, homenagem a Andrew Carnegie, financiador da expedição que o descobriu. Há também dinos que recebem nomes que homenageiam lugares, principalmente o local onde foram descobertos, como o Antarctosaurus brasiliensis, encontrado em nosso país.

Maxakalisaurus topai, no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. (Fonte: GeoPotinga/Wikimedia Commons)Maxakalisaurus topai, no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ). (Fonte: GeoPotinga/Wikimedia Commons)

Outra fonte de inspiração pode ser uma característica do animal, como o Iguanodon, que recebeu o nome por seus dentes serem semelhantes aos de uma iguana. Há, em casos raros, animais que são nomeados em virtude de uma peculiaridade no momento da descoberta de seus fósseis, como é o caso do Sacisaurus agudoensis. Também achado em território brasileiro, na cidade gaúcha de Agudo, o dinossauro foi batizado com esse nome por não terem identificado nenhum fêmur esquerdo. Pegou o trocadilho? Esse , no entanto, teve um “fim trágico”, já que foi reclassificado em 2006, deixando de ser um dinossauro e sendo identificado como um réptil de linhagem diferente.

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