Como nosso cérebro influencia na percepção da dor que sentimos?

Todo mundo já sentiu algum tipo de dor. Seja um músculo distendido, um dedo machucado ou pulsadas latejantes na cabeça. Trata-se de algo tão comum e próprio do ser humano que muitas vezes nem nos perguntamos por que ou como sentimos dor.

Embora pareça algo simples, existe um complexo e sofisticado sistema por trás das reações de dor percebidas pelo nosso corpo, em especial, pelo cérebro.

(Fonte: Shutterstock/Reprodução)(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

O processo da dor

O motivo de sentirmos dor é relativamente óbvio: para nos proteger. Se seu cérebro registra uma sensação de dor, você normalmente tende a parar de fazer o que a causou. Isso é algo que remonta ao instinto ancestral humano de lutar ou fugir.

Sentir dor é a forma que seu corpo tem de mostrar que algo que você está fazendo é prejudicial e precisa ser interrompido.

(Fonte: Shutterstock/Reprodução)(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

A dor tem início a partir de uma fonte. Ela pode ser uma inflamação ou uma lesão, por exemplo. Quando você se machuca, a resposta física automática é estimular os receptores de dor que liberam substâncias químicas.

São esses compostos químicos que levam a mensagem de “ai, doeu!” diretamente à sua medula espinhal. Por sua vez, a medula leva essa informação ao cérebro. 

Lá, é recebida pelo tálamo e, posteriormente, enviada ao córtex cerebral, parte do cérebro que faz o processamento da mensagem.

É muita coisa apenas para dizer que a informação viaja do local do ferimento até o cérebro quase que instantaneamente.

O complexo sistema de dor

De acordo com uma matéria publicada recentemente no site de notícias acadêmicas e pesquisas científicas, The Conversation, o nível da dor sentida não depende apenas dos produtos químicos liberados pelo corpo. O nosso cérebro também pode fazer a dor a aumentar ou diminuir.

Aqui é que entra um dos aspectos mais interessantes do intricado processo por trás da dor: os fatores são os mais variados possíveis. A exemplo do estado psicológico e até o nível educacional de um indivíduo que podem contribuir para uma maior ou menor sensação de dor.

(Fonte: Shutterstock/Reprodução)(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Algumas descobertas são curiosas. Ainda segundo a publicação, existem indícios de que uma pessoa que não concluiu o ensino médio, e que apresenta um quadro de depressão ou ansiedade antes de se machucar, tende a sentir mais dor em comparação com as pessoas com escolaridade mais alta nas mesmas condições.

Ou que alguém que sabe que terá alguma assistência, como financeira ou médica, quando sofre um acidente pode desenvolver um quadro de dor mais persistente em relação aquela que sabe que não terá nenhum tipo de auxílio.

E não é somente a dor que depende de nosso estado emocional, psicológico, cultural ou escolar: os estudos também indicaram que esses fatores podem acelerar ou dificultar a recuperação de uma cirurgia ou doença.

O nosso corpo é uma máquina. Assim como os carros e eletrônicos tem luzes de advertência, nós temos a dor.  Além disso, essa ferramenta evita que as coisas piorem de forma irreversível ou que simplesmente deixemos de “funcionar”.

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