Comer muitos ovos pode causar diabetes tipo 2, diz estudo

O consumo em excesso de ovos pode aumentar os riscos de uma pessoa desenvolver diabetes do tipo 2, é o que diz um novo estudo conduzido pela Universidade da Austrália Meridional (UniSA), em parceria com a Universidade do Catar e a Universidade de Medicina da China. 

Existe um grande debate dentro da comunidade médica sobre os reais benefícios do consumo de ovos. Apesar do alimento ser uma excelente fonte de proteínas, vitamina D, B6, B12 e de minerais como o zinco, a sua composição com largas quantias de gordura e colesterol podem acarretar alguns problemas de saúde.

Analisando o consumo de ovos

(Fonte: Pixabay)
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O estudo foi conduzido entre 1991 e 2009 e foi a primeira vez que uma equipe analisou o consumo de ovos dentro de uma larga amostragem de adultos chineses. De maneira preliminar, os resultados do experimento demonstravam que pessoas com consumo regular de um ou mais ovos — equivalente a uma porção de 50 gramas — por dia aumentavam seu risco de desenvolver diabetes em 60%.

Dentro dos 18 anos de dados obtidos, a equipe de pesquisa descobriu que o consumo diário de ovos cresceu em 10 gramas do período entre 1991 e 1993 para 2000 e 2004, passando de 16 gramas para 26 gramas. Em 2009, ano do fim do projeto, as amostras indicavam para um consumo médio populacional de 31 gramas de ovos por dia.

O documento levou em consideração as informações obtidas de 8545 com idade média de 50 anos que optaram por participar da pesquisa “Saúde e Nutrição Chinesa”.

Conclusões finais

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay)

Em declaração oficial, o epidemiologista e expert em saúde pública da UniSA, Ming Li, comentou o resultado final da pesquisa. “Nós descobrimos que um consumo de longa data de ovos (maior que 35 gramas diárias) aumentava o risco de diabetes entre chineses adultos em, aproximadamente, 25%”, afirmou o doutor.

Além disso, o experimento também destaca que os casos de diabetes tipo 2 causados por uma dieta desbalanceada de ovos eram mais comuns entre as mulheres do que nos homens. Apesar do estudo sugerir que o consumo do produto realmente está associado com a doença, os cientistas aguardam novas pesquisas para comprovar a relação de causalidade entre os dois itens.

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