Castelhano ou espanhol? Afinal, qual a diferença entre os dois?

Se você gosta de aprender novos idiomas, já deve ter pensado em aprender a falar espanhol, certo? Quem sabe, além do espanhol, você quis aprender castelhano. Aliás, quais são as diferenças entre o espanhol e o castelhano? De forma simplista, podemos definir espanhol e castelhano como o mesmo idioma, mas a existência e uso de duas palavras para definir a mesma língua está mais associada à história dos países falantes do que com estruturas gramaticais.

É como o português falado no Brasil e o português falado em Portugal. Trata-se da mesma língua, mas diferenças regionais e históricas fazem com que tenham distinções entre si. Ainda assim, um português, um brasileiro e um angolano conseguem conversar no idioma sem problemas.

O termo “castelhano” está associado ao reino de Castela, um dos territórios que formou a Espanha moderna. Como Castela se sobressaiu em relação aos demais territórios unificados — Aragão, Navarra e Leão —, o castelhano se tornou a língua oficial da Espanha, sendo chamado de espanhol na sequência.

Na Argentina, fala-se Na Argentina, fala-se “castelhano”. Fonte: Shutterstock

Contudo, países colonizados pela Espanha preferem dizer que falam castelhano para tentar se desvincular da imagem de colonizados. Isso é algo histórico, que foi feito por séculos e que hoje faz parte, principalmente, da identidade de países da América do Sul. Entre as nações americanas, apenas o México não se importa em afirmar que fala espanhol.

Ainda assim, existem algumas diferenças na pronúncia do espanhol que podem ajudá-lo a se comunicar melhor com pessoas nativas desse idioma — independentemente se ela afirma falar espanhol ou castelhano.

1. Uso do “ustedes”

Madrid, capital da Espanha. Fonte: ShutterstockMadrid, capital da Espanha. Fonte: Shutterstock

Na Espanha, as pessoas usam o termo “vosotros”, como o pronome para o plural de vós (tu/você). Na América Latina, os falantes preferem usar o “ustedes”.

Antigamente, esse pronome era usado apenas na linguagem formal — esse ainda é o caso da versão no singular, “usted”. Seria a mesma lógica do nosso “senhor”, pois traz um tom de respeito para com a pessoa com quem se conversa. Contudo, nos países latino-americanos, você pode usar “ustedes” como tradução de “vocês” na linguagem formal e na informal.

2. Pronúncia das consoantes s e z

Feira colombiana. Fonte: ShutterstockFeira colombiana. Fonte: Shutterstock

Na Espanha, as palavras “casa” e “caza” soariam de maneira distinta da pronúncia feita nos países falantes do castelhano. Os espanhóis pronunciariam o S da palavra “casa” usando o mesmo som que o “th” tem no inglês, colocando a ponta da língua próxima aos dentes superiores.

Já no castelhano não existe esse som, assim como no português. Por isso, as palavras “casa” e “caza” teriam a mesma pronúncia, a mesma que nós brasileiros usamos.

3. “Leísmo”

Criança mexicana aprendendo a ler. Fonte:ShutterstockCriança mexicana aprendendo a ler. Fonte:Shutterstock

Os espanhóis costumam usar o pronome “le” da mesma forma que os latinos usam o pronome “lo” — e isso causa confusão na cabeça de quem está aprendendo o idioma.

Na verdade, o uso de “le” como pronome de objeto direto é incorreto, embora seja amplamente difundido na Espanha. Seria parecido com o nosso “cê” no lugar de “você”. Então, enquanto os espanhóis falam algo como “le invité” (lhe convidei), em castelhano seria “lo invité” — e essa seria a forma correta, de acordo com os dicionários.

O espanhol (ou castelhano) é falado por milhões de pessoas em todo o mundo. Por isso, é natural que regionalismos impactem a compreensão de certos termos, assim como criem palavras que só existem em determinado país. O que importa aqui é que se você é fluente em espanhol, você também é fluente em castelhano.

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