Canadá: indígenas estão indignados pelo assassinato de alce sagrado

O jornal britânico The Guardian noticiou recentemente que o assassinato de um alce branco raro, na região de Ontário no Canadá, causou grande tristeza e revolta nos membros do grupo de aborígenes conhecidos como Primeiras Nações do Canadá, que consideram o animal como um “espírito” sagrado.

Reverenciados pelos indígenas, os alces brancos não são albinos, mas adquirem essa coloração em virtude de um gene recessivo que os torna extremamente raros. Embora a caça seja liberada no Canadá, estes animais estão protegidos por lei há mais de dez anos. Ainda assim, eles continuam perseguidos: recentemente, duas fêmeas de alce, uma delas branca, foram encontradas mortas na mesma província.

O chefe Murray Ray da Primeira Nação, na reserva Flying Post, afirmou ao The Guardian que todos estão indignados e tristes, e pergunta: “Por que você atiraria? Se você tem licença para atirar em um alce, atire em outro, mas deixe os brancos em paz”.

O espírito alce

Fonte: Mark Clement / clementphotography.ca/Reprodução
(Fonte: Mark Clement/Reprodução)

Troy Woodhouse, também membro da comunidade Flying Post, explicou que o “espírito alce” sempre será sagrado e respeitado nas famílias e na comunidade local. “Nossos ancestrais e os mais velhos nos contaram histórias a vida inteira, sobre a criatura majestosa e como temos sorte de tê-la em nossa região”.

Tendo passado pessoalmente por uma experiência mística com um desses animais, Woodhouse decidiu oferecer uma recompensa de mil dólares canadenses, o equivalente a R$ 4,1 mil, a quem prestar qualquer tipo de informação sobre a morte do alce branco.

A notícia se espalhou, e também uma organização de proteção da vida selvagem e uma empresa de perfuração local  aumentaram o valor da recompensa, que já atinge um valor de 8 mil dólares canadenses, aproximadamente R$ 33 mil.

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