Autofagia: a incrível capacidade de reciclagem celular

Você já ouviu falar sobre a autofagia? Até parece o nome de uma doença estranha, mas é apenas mais um dos incríveis recursos de sobrevivência de nosso organismo. Basicamente, é um mecanismo celular natural por meio do qual as células de nosso corpo destroem e degradam componentes danificados ou desnecessários.

(Fonte: Metrópoles/Reprodução)(Fonte: Metrópoles/Reprodução)

Embora pareça autodestruição celular, esse processo ajuda a limpar as células de materiais nocivos que estejam dentro delas e as rejuvenesce. É um verdadeiro processo de reciclagem, pois esses componentes inúteis e até ruins são transformados em novos, que são usados para o reparo celular. Sendo assim, autofagia significa, literalmente, autoalimentação.

Não é preciso se preocupar com isso, visto que é algo natural e que ajuda a manter o funcionamento normal das células, sendo essencial para o nosso sistema imunológico.

Quais os benefícios da autofagia para o organismo humano?

A autofagia pode ser considerada uma maneira de o corpo voltar o relógio e criar células mais novas. Com isso, um dos principais benefícios está relacionado a aspectos de envelhecimento celular.

(Fonte: qimono/Pixabay/Reprodução)(Fonte: qimono/Pixabay/Reprodução)

Além disso, quando as células são estressadas, o mecanismo de autofagia é potencializado para nos proteger, e isso ajuda a aumentar a vida útil das estruturas.

E por falar em vida, esse recurso também é muito importante para nossa sobrevivência. Por exemplo, em situações de fome, a autofagia quebra o material celular e o reutiliza em processos essenciais para o corpo. Obviamente, isso é algo limitado. No entanto, nos dá tempo para manter o corpo bem até nos alimentarmos novamente.

Ao nível celular, alguns dos benefícios da autofagia incluem:

  • estimula os processos de regeneração das células;
  • faz com que as células fiquem mais saudáveis e tenham uma vida útil maior;
  • recicla as proteínas residuais;
  • ajuda a remover proteínas tóxicas das células, especialmente aquelas relacionadas com doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Além disso, alguns estudos estão sendo feitos nos últimos anos no intuito de identificar como a autofagia pode auxiliar na prevenção ou tratamento do câncer.

É possível induzir a autofagia?

Pessoas que praticam o jejum intermitente, mesmo sem saber, estão induzindo a autofagia. Como o jejum faz com que as células fiquem famintas, esse mecanismo entra em ação ajudando a digerir alguns componentes celulares com a finalidade de obter energia para o corpo.

(Fonte: dr. Vinicius Andrade/ Reprodução)(Fonte: dr. Vinicius Andrade/ Reprodução)

Pesquisas feitas em animais apontam que a autofagia começa após 24 horas de jejum, sendo que o pico é atingido em torno de 48 horas.

Outras coisas que podem aumentar a autofagia envolvem:

  • dietas específicas, como a cetogênica, que priva o corpo de carboidratos;
  • temperaturas altas;
  • exercícios físicos, dado que causam “danos” às células, também podem desencadear o processo.

Sobre os alimentos que ajudam a potencializar a autofagia ainda é cedo para ter certeza devido à falta de pesquisas sólidas. No entanto, alguns que estão sendo considerados pelos cientistas são o amendoim, chocolate preto, vinho, café, chá-verde e alho.

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