6 tecnologias atuais que podem nos transformar em ciborgues

A franquia cinematográfica O Exterminador do Futuro (1984) foi uma das responsáveis por eternizar os ciborgues — organismos nos quais alguma estrutura ou elemento cibernético foi incorporado — na cultura popular.

Ainda que possam imaginar que ciborgues sejam criaturas futuristas que combinem características humanas e sobre-humanas em um corpo robótico, estamos mais próximos de sermos considerados um ciborgue do que você imagina.

Nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se que 10% da população local seja composta por ciborgues no sentido técnico, ou seja, em que tecnologias desenvolvidas pelo homem substituíram alguma parte do corpo, como marcapassos e até pele artificial. Confira 6 tecnologias que já existem e podem nos “tornar” ciborgues.

1. Marcapasso

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Projetado para evitar complicações em seres humanos com batimentos cardíacos irregulares, o marcapasso eletrônico surgiu em 1958, fruto do trabalho dos médicos William Chardack e Andrew Gage, e do engenheiro Wilson Greatbatch.

O primeiro marcapasso eletrônico foi implantado em um humano em 1960, permitindo que a pessoa vivesse por dez meses sem que nenhuma complicação fosse notada. Com o avanço da tecnologia, os marcapassos melhoraram exponencialmente e continuam sendo usados por milhões de seres humanos até os dias atuais, a ponto de serem um dispositivo considerado comum.

2. Coração artificial

(Fonte: Bertrand Guay/AFP/Getty Images)(Fonte: Bertrand Guay/AFP/Getty Images)

O primeiro coração artificial do mundo ainda está em fase de testes, mas já mostra que ele pode conferir mais autonomia a pessoas com casos graves de insuficiência cardíaca. Chamado de CARMAT-Total Artificial Heart (C-TAH), o dispositivo possui um mecanismo de autorregulação adaptável ao dia a dia do paciente.

O uso do coração artificial faria com que menos ajustes e idas a centros médicos fossem necessários. A FDA, agência reguladora de saúde dos EUA, aprovou seu uso em fevereiro de 2021. Desde então, é possível fazer uso do coração artificial como uma tecnologia paliativa, ou seja, usada enquanto se aguarda o transplante de coração tradicional.

3. Exoesqueleto robótico

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Exoesqueletos robóticos já são uma realidade. Seu uso, tanto como dispositivo médico como para o consumidor final, já foi aprovado pela FDA. Ainda que as formas de apresentação possam variar, de modo geral os exoesqueletos robóticos são cintas vestíveis projetadas para ajudar pacientes a obter mais mobilidade, proporcionando alívio da dor.

No Brasil, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um exoesqueleto robótico com o objetivo de auxiliar profissionais da área da saúde no tratamento de vítimas de acidente vascular cerebral (AVC). Ele ajuda a tratar várias articulações da perna simultaneamente, como tornozelo, joelho e quadril.

4. SmartBone, o osso inteligente

(Fonte: IBI SA)(Fonte: IBI SA)

Em 2012, a IBI, uma empresa suíça de biotecnologia, lançou o SmartBone, projetado para ser usado como substituto do osso humano orgânico. O SmartBone foi criado a partir da combinação de uma matriz óssea mineral bovina com polímeros bioabsorvíveis e fragmentos de colágeno.

De acordo com a empresa, o SmartBone imita todas as características de um osso humano saudável, incluindo alto desempenho mecânico. Não é adamantium e ninguém vai se tornar o Wolverine, mas é consenso que se trata de um grande avanço em se termos de procedimentos médicos.

5. BrainGate, o cérebro tecnológico

Outra tecnologia desenvolvida para ajudar seres humanos, o BrainGate é um sistema de implantes cerebrais criado por neurocientistas e pesquisadores da Brown University, em Providence, nos Estados Unidos.

Através do uso de eletrodos implantados no cérebro de um paciente, esta tecnologia restaura algumas funções dos músculos de indivíduos que tenham perdido o controle de seus membros ou outras funções corporais, como pacientes de esclerose lateral amiotrófica (ELA) ou que tiveram lesão na medula espinhal.

Desde seu surgimento, ele mudou a vida de muitos pacientes, que passaram a conseguir se alimentar sozinhos, por exemplo. Essa tecnologia segue em desenvolvimento para que possa estar, um dia, disponível a todos os pacientes. E não, ninguém vai ter um cérebro capaz de ler mentes.

6. Olhos biônicos

(Fonte: Second Sight/Reprodução)(Fonte: Second Sight/Reprodução)

Ok, provavelmente a visão biônica, por meio de um olho robótico, seja uma das primeiras coisas que você pense quando falamos de ciborgues. Agora, a ciência já desenvolveu olhos biônicos cujos progressos ajudaram muitas pessoas a ter uma visão funcional.

A Second Sight, empresa americana, desenvolveu um deles, batizado de Argus II. Ele é a combinação de um implante ocular em miniatura com uma câmera e um processador, que transformam a maneira como o paciente enxerga o mundo.

Usando uma espécie de óculos, a câmera ali montada recebe as informações, que são convertidas em pulsos elétricos e transmitidas para a retina. O implante ocular, então, estimula a retina do paciente, enviando as informações para o cérebro do usuário, que consegue simular a visão. É um passo inicial para que pessoas que tenham perdido a visão possam “enxergar” novamente — só não há possibilidade de visão raio-x, ninguém aqui vai se tornar um X-Men.

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