6 seres mitológicos inspirados por animais reais

Ao longo da história, a humanidade se viu cercada por contos sobre seres e fenômenos mitológicos que se destacaram por fugir completamente da realidade. Muitas dessas lendas foram criadas com o puro propósito de chocar ou exaltar a imponência de eventos sobre-humanos, enquanto outras acabaram fugindo pela tangente e se aproveitaram de histórias reais para cumprir seus propósitos narrativos, sendo perpetuadas por gerações.

Conheça abaixo algumas criaturas mitológicas famosas que foram baseadas em acontecimentos ou seres do mundo real:

1. Unicórnio

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Ser mitológico relacionado aos contos de fadas modernos, o unicórnio teve origem na descoberta de um distinto gênero de rinoceronte-lanoso: o elasmotherium. Nativo da Europa Oriental e Oriente Médio, o mamífero chamou a atenção por apresentar um fóssil com estrutura óssea contendo um longo chifre que se projetava diretamente de sua testa, além de pernas longas e dentes similares aos de cavalos.

2. Hidra

(Fonte: Jaime Jones/Magic: The Gathering)(Fonte: Jaime Jones/Magic: The Gathering)

Em outubro de 2016, uma cobra de duas cabeças foi encontrada em Kravarsko, uma pequena cidade nos arredores da capital Zagreb, na Croácia. A rara condição ocorre quando um embrião em desenvolvimento começa a se dividir mas para no meio do caminho — policefalia. 

Essa mutação indica uma baixa taxa de sobrevivência e uma série de limitações para indivíduos nascidos com ela, mas a mitologia grega acabou se aproveitando dessa “fraqueza” para criar um ser imponente. A Hidra de Lerna, filha de Tifão e Equidna, segundo a mitologia original era um monstro com impressionantes sete cabeças no corpo de dragão que apavorava moradores da região de Argólida. 

3. Sereia

(Fonte: Ocean Info/Reprodução)(Fonte: Ocean Info/Reprodução)

Durante a Idade Média, as pessoas permaneciam por meses no mar e, portanto, tornavam-se propensas a imaginar todo tipo de bizarrice, entregando-se a alucinações e visões após o corpo reclamar de fome e desejo sexual.

Assim, era normal que marinheiros confundissem peixes-boi, focas e leões-marinhos com mulheres reais, afirmando que estes híbridos de fêmeas humanas e peixes utilizavam habilidades sobrenaturais para manipular a mente de navegantes e devorá-los depois de iniciar poderosos rituais de atração.

4. Chupa-cabra

(Fonte: ABC/Reprodução)(Fonte: ABC/Reprodução)

Os sugadores de cabras do folclore mexicano podem ser apavorantes à primeira vista, mas estudos de corpos coletados mostram que suas origens são bem menos chocantes. De acordo com análises, a base real para a existência de chupa-cabras são coiotes que adquiriram sarna após hospedarem o ácaro Sarcoptes scabiei. Como consequência, reações graves teriam causado problemas na pele dos animais, além de fadiga, cansaço muscular e a condição estrita de buscar presas menos ágeis, como gado.

5. Kappa

(Fonte: Asahi/Reprodução)(Fonte: Asahi/Reprodução)

O kappa (“criança do rio”, em tradução livre) é um demônio aquático bastante conhecido por habitar regiões úmidas do Japão. Por décadas, essa criatura escura e viscosa foi um verdadeiro pesadelo para habitantes de pequenas vilas orientais, antagonizando todo tipo de história sobre desaparecimentos e casos estranhos relatados. Mais tarde, foi descoberto que o kappa era apenas uma salamandra-gigante-do-Japão.

Espécimes do anfíbio são capazes de alcançar até 1,44 m de comprimento e têm bocas enormes que passam a impressão de poderem engolir qualquer ser vivo. Com proporções impressionantes e classificado como o segundo maior anfíbio da Terra, a salamandra encontra-se ameaçada de extinção e segue tratada em cativeiro por ambientalistas.

6. Ciclope

(Fonte: PBS Digital Studios/Reprodução)(Fonte: PBS Digital Studios/Reprodução)

Mamutes e mastodontes, extintos há cerca de 14 mil anos, foram as possíveis inspirações para a criação da lenda do Ciclope. Isso porque, assim como ocorre com o gigante da mitologia grega, os crânios dos antigos parentes dos elefantes apresentavam um grande buraco na porção central, dando a impressão de haver um espaço para a existência de um único olho. Posteriormente, cientistas descobriram que o espaço vazio era apenas um meio de conexão entre a cabeça e o tronco.

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