6 fatos provando que o apartheid foi pior que imaginamos

A África do Sul vivenciou uma era sombria em sua história entre 1948 até a década de 1990. Nesse período, o apartheid dominou o país e colocou toda a sua população negra sob controle de uma minoria de supremacistas brancos. Foi necessário décadas de luta para impedir essas políticas e para que os sul-africanos se “livrassem” da discriminação e do racismo.

Essa também foi a época em que surgiram líderes locais como Nelson Mandela, Desmond Tutu e Steve Biko, que se posicionaram na linha de frente para exigir liberdade. Veja só seis pontos que provam como o apartheid foi muito pior do que nós imaginávamos.

Leia também: Por que pessoas negras tiveram a raça delas apagada na história?

1. Controle branco

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

O apartheid fez com que os brancos fossem colocados no topo de uma hierarquia racial, enquanto os negros sul-africanos foram postos no final da pirâmide — asiáticos, índios e mestiços assumiam o meio da tabela. Com isso, indivíduos brancos passaram a governar tudo e ter os melhores cargos.

Essa minoria racial vivia em áreas separadas. Um exemplo disso era a Cidade do Cabo, onde negros não eram permitidos — essa parcela da população foi enviada para guetos em cidades como Soweto, mal tendo acesso às necessidades básicas.

2. Criminalização de casamentos inter-raciais

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Casamentos entre sul-africanos brancos e negros foram completamente proibidos durante o apartheid. Inclusive, qualquer criança que nascesse desse tipo de relação seria separada de seus pais pelo governo local. A partir de 1950, qualquer casal visto quebrando essas regras enfrentaria tempo de cadeia.

Isso teve grande impacto na população e na vida familiar da África do Sul. Muitas famílias foram separadas e forçadas a deixar suas casas em 1961. De acordo com estudos, cerca de 3,5 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas terras nesse período.

3. Banimento político

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

O Partido do Congresso Nacional Africano, considerado o principal partido político da África do Sul, foi banido pelo governo da época. Na época, esse era também o partido comandado por Nelson Mandela. Após a proibição, Mandela foi preso em 1962 e seria condenado à pena perpétua em 1965.

O apartheid, inclusive, chegou a ser apoiado por diversos países europeus naquele tempo. Um exemplo disso foi a Grã-Bretanha, que tinha interesse no ouro descoberto na região de Joanesburgo e enxergou uma brecha para explorar o país africano.

4. Brutalidade policial

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

O apartheid foi também marcado pelos inúmeros casos de brutalidade policial contra manifestantes negros. Na época, o governo resolveu coibir qualquer tipo de revolta com força bruta. Por consequência, mais pessoas passaram a apoiar uma resistência armada.

Foi também o período em que surgiram grupos de manifestações pacíficas e até mesmo uma insurreição armada. O protesto mais violento ocorreu em 1960 em Sharpeville, quando a polícia abriu fogo contra os manifestantes e matou 69 sul-africanos, além das diversas outras pessoas que saíram machucadas do evento.

5. Passe racial

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Quem era sul-africano negro precisava andar por todas as partes portando uma espécie de passaporte racial com informações como impressões digitais, fotos e permissões para acessar áreas de não-negros. Esse era uma forma do governo impedir que essas pessoas andassem por áreas restritas. 

Sem o passe ou sem permissão, esse indivíduo seria preso. Além disso, negros não poderiam solicitar passaportes sul-africanos de verdade, uma vez que dificilmente atenderiam os requisitos do governo. Esse era um privilégio branco.

6. Brancos contra o apartheid

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Quando se fala que uma minoria branca era a favor do apartheid, é porque parte da população branca sul-africana não se interessava pela segregação. Inclusive, nomes como Helen Suzman, Colin Eglin e Harry Schwarz formaram o Partido Federal Progressista para se opor aos supremacistas brancos no Parlamento.

Muitos deles se juntaram a grupos africanos negros em manifestações e greves, criando um movimento de resistência que perdurou até o fim do apartheid.

More in Fatos&Fatos.com

Quis autem vel eum iure reprehenderit qui in ea voluptate velit esse quam nihil molestiae consequatur, vel illum qui dolorem?

Temporibus autem quibusdam et aut officiis debitis aut rerum necessitatibus saepe eveniet.

Copyright © 2020 powered by fatos&fatos.com.