6 fatos para desmistificar os piratas

A pirataria foi muito comum em regiões como a Europa, o sudeste da Ásia e a América do Norte. Mas esquece essa imagem criada pela literatura ou pelo cinema em filmes como Piratas do Caribe.

Os piratas, cuja palavra tem origem no latim e significa “ladrão do mar”, têm uma história rica e que passa ao largo dessa imagem estereotipada que a ficção eternizou. Eram civilizados, respeitavam hierarquia, questionavam o capitalismo e até desafiavam as normais sexuais impostas.

Para você aprender mais a respeito deles, confira esses 6 fatos que vão desmistificar a imagem que você possa ter a respeito deles.

1. Piratas não diziam “ARRR!”

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Existem termos associados à pirataria que são mitos. Um deles, muito tradicional de ser ouvido quando encontramos alguém fantasiado de pirata, é “Arrr!”. Muitas concepções que fazemos sobre eles têm ligação com o imaginário criado por Robert Louis Stevenson no livro A Ilha do Tesouro, de 1883.

Historiadores acreditam que chavões tenham sido popularizados com a versão cinematográfica do livro, filmada em 1950. No longa, o ator inglês Robert Newton, além de um sotaque diferente, usava o termo “Arrr!” com frequência em suas falas.

2. Não eram pessoas velhas

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

O cinema popularizou a imagem que temos dos piratas no que diz respeito às suas vestimentas e ao seu perfil. Porém, diferente do que foi perpetuado, você encontraria um pirata muito mais próximo da faixa dos 20 anos do que no fim da vida.

Com a falta de oportunidades e crises econômicas que solapavam pequenos comerciantes, muitos homens jovens optaram por tentar a sorte na pirataria. Diferente de homens mais velhos, os jovens raramente possuíam ligações familiares sólidas, como esposa e filhos. Um estudo recente mostrou que apenas 4% dos piratas do século XVIII eram casados.

3. A maioria dos navios era pequena

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

O Barba Negra foi o maior pirata da história, assim como seu barco. Talvez por isso tenhamos na mente a imagem de que todos os barcos utilizados em pirataria seriam grandes e imponentes como aquele mostrado em quadros e gravuras.

Na realidade, a maioria dos navios utilizados eram bem pequenos, e há uma explicação bastante lógica para que fossem assim. Navios menores possuíam mais rapidez e agilidade, tornando mais fácil que se aproximassem de águas rasas para realizar seus negócios.

4. Piratas não eram caolhos

(Fonte: Reprodução/Mondly)(Fonte: Reprodução/Mondly)

Outro mito que precisa ser derrubado é sobre piratas usando tapa-olhos para cobrir um buraco ocular. Bem, não é que tampões não existissem, mas a imagem de que a muitos piratas lhe faltavam os olhos é imprecisa.

A hipótese mais aceita entre historiadores aponta que o uso de tapa-olhos estava ligado com a adequação à luminosidade em diferentes pontos do navio. Como os olhos demoram a se adequar a grandes mudanças de luz, um pirata podia optar por cobrir um deles de modo que sempre um estivesse propício ao uso conforme exigisse a luminosidade no local.

5. Eram apoiados pelas altas classes sociais

(Fonte: Reprodução/Monmouth Timeline)(Fonte: Reprodução/Monmouth Timeline)

Essa ideia romântica da pirataria ser contra tudo e contra todos também não encontra base histórica. Isso porque a pirataria era muito apoiada pelo establishment da sociedade.

Grandes comerciantes e demais homens ricos das altas classes incentivavam tumultos e impulsionavam piratas como forma de contestar a autoridade da coroa.

Pesquisadores já mostraram que os principais apoiadores e mecenas dos piratas foram as mais altas classes, governadores locais (no caso de colônias) e comerciantes.

6. Ainda existem piratas

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Você ainda pode encontrar um pirata por aí. Claro, nada parecido com o que era em séculos passados, mas a pirataria moderna percorre muitas regiões do mundo, como Golfo da Guiné, Estreito de Malaca e Oceano Índico.

Os piratas contemporâneos não saqueiam navios como anteriormente, hoje eles os sequestram e solicitam resgate para os países de origem – em boa parte dos casos, o interesse é quase nulo nas mercadorias que transportam.

Dados do The Economist indicam que valores solicitados giram a casa dos milhões de dólares, representando um grave problema para a navegação internacional.

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