3 acontecimentos que serviram como estopim para Grandes Guerras

Duas guerras mundiais e um conflito político de proporção global — a Guerra Fria — dividiram o planeta em dois grupos ao longo da história humana. Embora essas sejam guerras que reúnam uma gama gigante de fatores políticos e sociais envolvidos, todas elas precisaram de algum acontecimento marcante para realmente iniciarem.

E será que você se lembra de quais fatos históricos nós estamos falando? Relembre três acontecimentos que serviram como estopim para essas Grandes Guerras e como eles foram recebidos ao redor do mundo!

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1. Assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando (1914) – Primeira Guerra Mundial

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Entre 1871 e 1914, a humanidade acreditava ter atingido a “Paz Armada”. Existia uma esperança de que nós havíamos atingido a maturidade necessária para resolver nossos conflitos através de resoluções pacíficas, mesmo com a existência de vastos arsenais e uma grande quantidade de soldados.

Entretanto, o desenvolvimento industrial e a expansão imperialista, fundadas na disputa de territórios na Ásia e na África, colocaram tudo em xeque. Em 1905, sistemas de alianças começaram a se configurar pela Europa. Foi assim que surgiram dois grupos:

  • Tríplice Aliança: Alemanha, Áustria-Hungria e Turquia;
  • Tríplice Entente: França, Reino Unido e Rússia.

Entre 1905 e 1914, diversos incidentes diplomáticos foram afetando a relação entre os países europeus, o que culminou no assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, possível herdeiro do Império Austro-húngaro, na Bósnia. Ferdinando foi morto por Gravilo Princip, um ativista sérvio — esse evento ficou conhecido como “Atentado de Sarajevo”.

A Áustria-Hungria ordenou colaboração da Sérvia para a investigação do crime, que, por sua vez, recusou-se a colaborar com os oficiais austríacos. Isso desencadeou o rompimento diplomático entre as duas nações e, no dia 28 de julho de 1914, os dois países entraram em guerra. A Rússia mobilizou forças para ajudar os sérvios e a Alemanha para ajudar os austro-húngaros. Temos a Primeira Guerra Mundial.

2. Alemanha nazista invade a Polônia (1939) – Segunda Guerra Mundial

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

A Segunda Guerra Mundial deixou um enorme rastro de destruição pela Europa — foram 60 milhões de mortos em seis anos de conflito. Além disso, Adolf Hitler e a Alemanha nazista ficaram marcados pelo Holocausto e pela perseguição de judeus, negros e homossexuais.

Porém, a aplicação da guerra total teve como estopim a invasão da Polônia no dia 1º de setembro de 1939. O objetivo de Hitler era que o Terceiro Reich, construído na década de 1930, tivesse espaço para que o povo ariano desenvolvesse seu império. Anteriormente, a Alemanha nazista já havia anexado territórios da Áustria com a autorização da França e do Reino Unido.

No entanto, a Polônia era uma grande ambição territorial dos alemães, uma vez que a Alemanha perdeu parte de seus territórios para a Polônia na Primeira Guerra Mundial. Sabendo dessa intenção, os poloneses firmaram um acordo de apoio militar com franceses e britânicos, caso fossem invadidos.

O que a Polônia não contava, entretanto, era que a Alemanha iria assinar pacto de não agressão com a União Soviética antes da invasão e não obteve a ajuda que esperava quando os ataques vieram. Os alemães usaram a blitzkrieg (guerra-relâmpago) para coordenar ataques rápidos, fazendo com que a cidade de Varsóvia se rendesse no dia 28 de setembro. Como próximo passo, Hitler levou a guerra para a Europa Ocidental.

3. Explosão das bombas atômicas no Japão (1945) – Guerra Fria

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Como forma de retaliação ao Ataque a Pearl Harbor, feito pelo Serviço Aéreo Imperial da Marinha Japonesa contra os Estados Unidos, os norte-americanos tinham uma carta na manga: o Projeto Manhattan — responsável pela criação das primeiras bombas atômicas. Com o apoio do Reino Unido e Canadá, os EUA atingiram as cidades de Hiroshima e Nagasaki com suas armas de destruição em massa e acabaram de vez com a Segunda Guerra Mundial.

Entretanto, esse também foi o início da Guerra Fria. Mesmo que Josef Stalin nunca tivesse sido notificado pelo presidente norte-americano Harry S. Truman sobre as bombas nucleares, a inteligência soviética já tinha informações sobre esse projeto em setembro de 1941.

Embora o líder da URSS não levasse isso como uma ameaça a sério, seus subordinados lhe convenceram de que o físico Igor Kurchatov deveria começar a trabalhar para expandir o arsenal soviético. Na visão de alguns historiadores, o lançamento das bombas atômicas por parte dos EUA foi uma forma de os norte-americanos demonstrarem que não precisavam da ajuda da URSS para participar da guerra.

Com isso, ambas as nações entraram em uma corrida armamentista e tecnológica, tendo como pretexto a intenção de se defender um do outro. Isso definiria o restante da Guerra Fria, marcada por duas superpotências lutando para ver quem poderia acumular mais armas de destruição em massa e utilizá-las de maneira eficaz. 

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